ÊXODO

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ÊXODO

I. A libertação do Egito

1. ISRAEL NO EGITO

1 A prosperidade dos hebreus no Egito1Eis os nomes dos filhos de Israel que entraram no Egito: com Jacó cada qual entrou com sua família: 2Rúben, Simeão, Levi e Judá, 3Issacar, Zabulon e Benjamim, 4Dã e Neftali, Gad e Aser. 5Os descendentes de Jacó eram, ao todo, setenta pessoas. José, porém, já estava no Egito.6Depois José morreu, bem como todos os seus irmãos e toda aquela geração. 7Os filhos de Israel foram fecundos e se multiplicaram; tornaram-se cada vez mais numerosos e poderosos, a tal ponto que o país ficou repleto deles.

A opressão dos hebreus8Levantou-se sobre o Egito um novo rei, que não conhecia José. 9Ele disse à sua gente: “Eis que o povo dos filhos de Israel tornou-se mais numeroso e mais poderoso do que nós. 10Vinde, tomemos sábias medidas para impedir que ele cresça; pois do contrário, em caso de guerra, aumentará o número dos nossos adversários e combaterá contra nós, para depois sair do país.” 11Portanto impuseram a Israel inspetores de obras para tornar-lhe dura a vida com os trabalhos que lhe exigiam. Foi assim que ele construiu para Faraó as cidades armazéns de Pitom e de Ramsés. 12Mas, quanto mais os oprimiam, tanto mais se multiplicavam e cresciam; e os egípcios se inquietavam por causa dos filhos de Israel. 13Os egípcios obrigavam os filhos de Israel ao trabalho, 14e tornavam-lhes amarga a vida com duros trabalhos: a preparação da argila, a fabricação de tijolos, vários trabalhos nos campos, e toda espécie de trabalhos aos quais os obrigavam.

A história das parteiras15O rei do Egito disse às parteiras dos hebreus, das quais uma se chamava Sefra e a outra Fua: 16“Quando ajudardes as hebréias a darem à luz, observai as duas pedras. Se for menino, matai-o. Se for menina, deixai-a viver.” 17As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito lhes havia ordenado, e deixaram os meninos viverem. 18Assim, pois, o rei do Egito chamou as parteiras e lhes disse: “Por que agiste deste modo, e deixastes os meninos viverem?” 19Elas responderam a Faraó: “As mulheres dos hebreus não são como as egípcias. São cheias de vida e, antes que as parteiras cheguem, já deram à luz.” 20Por isso Deus favoreceu essas parteiras; e o povo tornou-se muito numeroso e muito poderoso. 21E porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes deu uma posteridade. 22Então, Faraó ordenou a todo o seu povo: “Jogai no Rio todo menino que nascer. Mas, deixai viver as meninas.”

2. JUVENTUDE E VOCAÇÃO DE MOISÉS

2 O nascimento de Moisés1Certo homem da casa de Levi foi tomar por esposa uma descendente de Levi, 2a qual concebeu e deu à luz um filho. Vendo que era bonito, escondeu-o por três meses. 3E como não pudesse mais escondê-lo, tomou um cesto de papiro, calafetou-o com betume e pez, colocou dentro a criança e a expôs nos juncos, à beira do Rio. 4De longe, uma irmã do menino observava o que lhe iria acontecer. 5Eis que a filha de Faraó desceu para se lavar no Rio, enquanto as suas criadas andavam à beira do Rio. Ela viu o cesto entre os juncos e mandou uma de suas servas apanhá-lo. 6Abrindo-o, viu a criança: era um menino que chorava. Compadecida, disse: “É uma criança dos hebreus!” 7Então a sua irmã disse à filha de Faraó: “Queres que eu vá e te chame uma mulher dos hebreus que possa criar esta criança?” 8A filha de Faraó respondeu: “Vai.” Partiu, pois, a moça e chamou a mãe da criança. 9A filha de Faraó lhe disse: “Leva esta criança e cria-ma e eu te darei a tua paga.” A mulher recebeu a criança e a criou. 10Quando o menino cresceu, ela o entregou à filha de Faraó, a qual o adotou e lhe pôs o nome de Moisés, dizendo: “Eu o tirei das águas.”

A fuga de Moisés para Madiã11Naqueles dias, Moisés, já crescido, saiu para ver os seus irmãos, e viu as tarefas que pesavam sobre eles; viu também um egípcio que feria um dos seus irmãos hebreus. 12E como olhasse para uma e outra parte e visse que ninguém estava ali, matou o egípcio e o escondeu na areia. 13No dia seguinte, voltou no momento em que dois hebreus estavam brigando, e disse ao agressor: “Por que feres o teu próximo?” 14E ele respondeu: “Quem te constituiu nosso chefe e nosso juiz? Acaso queres matar-me como mataste ontem o egípcio?” Moisés teve medo e disse: “O fato já é conhecido!” 15Faraó, tendo notícia do caso procurava matar Moisés. Mas este, fugindo da sua vista, retirou-se para a terra de Madiã e assentou-se junto a um poço. 16Ora, um sacerdote de Madiã tinha sete filhas. Elas, tendo vindo tirar água, depois de terem enchido os bebedouros queriam dar de beber ao rebanho de seu pai. 17Sobrevieram uns pastores e as expulsaram dali. Então Moisés se levantou e defendendo as moças, deu de beber ao rebanho. 18Elas voltaram para Ragüel, seu pai, e este lhes disse: “Por que voltastes mais cedo hoje?” 19Responderam: “Um egípcio nos livrou da mão dos pastores e, além disso, tirou água conosco e deu de beber ao rebanho.” — 20“Onde está ele?”, perguntou o pai. “Por que deixastes ir esse homem? Chamai-o para comer.” 21Moisés decidiu ficar com ele, que deu a Moisés sua filha Séfora. 22E ela deu à luz um filho, a quem ele chamou de Gersam, pois disse: “Sou um imigrante em terra estrangeira.”

VOCAÇÃO DE MOISÉS

Deus lembra-se de Israel23Muito tempo depois morreu o rei do Egito, e os filhos de Israel, gemendo sob o peso da servidão, clamaram; e do fundo da servidão o seu clamor subiu até Deus. 24E Deus ouviu os seus gemidos; Deus lembrou-se da sua Aliança com Abraão, Isaac e Jacó. 25Deus viu os filhos de Israel, e Deus conheceu…

3 A sarça ardente1Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Conduziu as ovelhas para além do deserto e chegou ao Horeb, a montanha de Deus. 2O Anjo de Iahweh lhe apareceu numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. 3Então disse Moisés: “Darei uma volta e verei este fenômeno estranho; verei por que a sarça não se consome!’ 4Viu Iahweh que ele deu uma volta para ver. E Deus o chamou do meio da sarça. Disse: “Moisés, Moisés!’ Este respondeu: “Eis-me aqui!’ 5Ele disse: “Não te aproximes daqui; tira as sandálias dos pés porque o lugar em que estás é uma terra santa!’ 6Disse mais: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó.” Então Moisés cobriu o rosto, porque temia olhar para Deus.

A missão de Moisés7Iahweh disse: “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. 8Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e vasta, terra que mana leite e mel, o lugar dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. 9Agora, o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. 10Vai, pois, e eu te enviarei a Faraó, para fazer sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel.” 11Então disse Moisés a Deus: “Quem sou eu para ir a Faraó e fazer sair do Egito os filhos de Israel?” 12Deus disse: “Eu estarei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei:’ quando fizeres o povo sair do Egito, vós servireis a Deus nesta montanha.”

A revelação do Nome divino13Moisés disse a Deus: “Quando eu for aos filhos de Israel e disser: ‘O Deus de vossos pais me enviou até vós’; e me perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, que direi?” 14Disse Deus a Moisés: “Eu sou aquele que é.” Disse mais: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘EU SOU me enviou até vós.’ ” 15Disse Deus ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘Iahweh, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó me enviou até vós. Este é o meu nome para sempre, e esta será a minha lembrança de geração em geração.’

Instruções para a missão de Moisés16“Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: ‘Iahweh, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó me apareceu, dizendo: De fato, vos tenho visita- do e visto o que vos é feito no Egito. 17Então eu disse: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, para uma terra que mana leite e mel.’ 18E ouvirão a tua voz; e irás com os anciãos de Israel ao rei do Egito, e lhe dirás: ‘Iahweh, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora, pois, deixa-nos ir pelo caminho de três dias de marcha no deserto para sacrificar a Iahweh nosso Deus.’ 19Eu sei, no entanto, que o rei do Egito não vos deixará ir, se não for obrigado por mão forte. 20Portanto, estenderei a mão e ferirei o Egito com todas as maravilhas que farei no meio dele; depois disso é que ele vos deixará partir.”

A espoliação dos egípcios21 “Darei a este povo a boa graça dos egípcios; e quando sairdes, não será de mãos vazias. 22Cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspede jóias de prata, jóias de ouro e vestimentas, que poreis sobre os vossos filhos e sobre as vossas filhas; e despojareis os egípcios.”

4 O poder dos sinais dado a Moisés1Respondeu Moisés: “Mas eis que não acreditarão em mim, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: ‘Iahweh não te apareceu.’ ” 2Iahweh perguntou-lhe: “Que é isso que tens na mão?” Respondeu-lhe: “Uma vara.” 3Então lhe disse: “Lança-a na terra.” Ele a lançou na terra, e ela se transformou em cobra, e Moisés fugiu dela. 4Disse Iahweh a Moisés: “Estende a mão e pega-a pela cauda.” Ele estendeu a mão, pegou-a pela cauda, e ela se converteu em vara. 5“É para que acreditem que te apareceu Iahweh, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó.” 6Iahweh disse-lhe ainda: “Põe a mão no peito.” Ele pôs a mão no peito e, tirando-a, eis que a mão estava leprosa, branca como a neve. 7Iahweh lhe disse: “Torna a pôr a mão no peito.” Ele colocou novamente a mão no peito e retirou, e eis que havia se tornado como o restante de sua carne. 8“Assim, se não acreditarem em ti e não ouvirem a voz do primeiro sinal, acreditarão na voz do segundo sinal. 9Se não acreditarem nesses dois sinais, nem ouvirem a tua voz, tomarás da água do Rio e a derramarás na terra seca; e a água que tomares do Rio se transformará em sangue sobre a terra seca.”

Aarão intérprete de Moisés10Disse Moisés a Iahweh: “Perdão, meu Senhor, eu não sou um homem de falar, nem de ontem e nem de anteontem, nem depois que falaste a teu servo; pois tenho a boca pesada, e pesada a língua.” 11Respondeu-lhe Iahweh: “Quem dotou o homem de uma boca? Ou quem faz o mudo ou o surdo, o que vê ou o cego? Não sou eu, Iahweh? 12Vai, pois, agora, e eu estarei em tua boca, e te indicarei o que hás de falar.” 13Moisés, porém, respondeu: “Perdão, meu Senhor, envia o intermediário que quiseres.” 14Então se acendeu a ira de Iahweh contra Moisés, e ele disse: “Não existe Aarão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele fala bem. E eis que sairá ao teu encontro e, vendo-te, alegrar-se-á em seu coração. 15Tu pois, lhe falarás e lhe porás as palavras na boca. Eu estarei na tua boca e na dele, e vos indicarei o que devereis fazer. 16Ele falará por ti ao povo; ele será a tua boca, e tu serás para ele um deus. 17Toma, pois, esta vara na mão: é com ela que irás fazer os sinais.”

Moisés volta ao Egito. Partida de Madiã18Saindo, Moisés voltou para Jetro, seu sogro, e lhe disse: “Deixa-me ir e voltar a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem.” Respondeu Jetro: “Vai em paz.” 19Iahweh disse a Moisés, em Madiã: “Vai, volta para o Egito, porque estão mortos todos os que atentavam contra a tua vida!” 20Tomou, pois, Moisés a sua mulher e o seu filho; fê-los montar num jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levou em sua mão a vara de Deus. 21E Iahweh disse a Moisés: “Quando voltares ao Egito, saibas que todos os prodígios que coloquei em tua mão hás de realizá-los na presença de Faraó. Mas eu lhe endurecerei o coração para que não deixe o povo partir. 22Então dirás a Faraó: Assim falou Iahweh: o meu filho primogênito é Israel. 23E eu te disse: ‘Faze partir o meu filho, para que me sirva!’ Mas, uma vez que recusas deixá-lo partir, eis que farei perecer o teu filho primogênito.”

A circuncisão do filho de Moisés24Aconteceu que no caminho, numa hospedaria, Iahweh veio ao seu encontro, e procurava fazê-lo morrer. 25Séfora tomou uma pedra aguda, cortou o prepúcio do seu filho, feriu-lhe os pés, e disse: “Tu és para mim um esposo de sangue.” 26Então, ele o deixou. Pois ela havia dito “esposo de sangue”, por causa da circuncisão.

Encontro com Aarão27Disse Iahweh a Aarão: “Vai ao encontro de Moisés na direção do deserto.” Ele partiu e, encontrando-o na montanha de Deus, o beijou. 28Moisés relatou a Aarão todas as palavras de Iahweh, com as quais o enviara, e todos os sinais que lhe havia ordenado realizar. 29Então, Moisés e Aarão foram reunir todos os anciãos dos filhos de Israel. 30Aarão repetiu todas as palavras que Iahweh tinha dito a Moisés. Ele realizou os sinais à vista do povo. 31E o povo creu. E tendo-se alegrado porque Iahweh visitara os filhos de Israel e vira a sua aflição, eles se ajoelharam e se inclinaram.

5 A primeira entrevista com Faraó1Depois Moisés e Aarão foram e disseram a Faraó: “Assim falou Iahweh, o Deus de Israel: Deixa o meu povo partir, para que me façam uma festa no deserto.” 2Respondeu Faraó: “Quem é Iahweh para que ouça a sua voz e deixe Israel partir? Não conheço Iahweh, e tampouco deixarei Israel partir.” 3Eles disseram: “O Deus dos hebreus veio ao nosso encontro. Deixa-nos ir pelo caminho de três dias de marcha no deserto para sacrificar a Iahweh, nosso Deus, para que não nos ataque com a peste ou com a espada!” 4Então lhes disse o rei do Egito: “Por que, Moisés e Aarão, quereis dispersar o povo dos seus trabalhos? Ide às vossas tarefas!” 5Disse Faraó: “Eis que agora a população da terra é numerosa, e vós a fazeis interromper as suas tarefas!”

Instrução aos inspetores do povo6Naquele mesmo dia, Faraó deu ordem aos inspetores do povo e aos escribas, dizendo: 7“Não deis mais palha ao povo, para fazer tijolos, como ontem e anteontem. Eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha. 8Exigireis deles a mesma quantia de tijolos que faziam ontem e anteontem. Não abatereis nada, porque são preguiçosos. É por isso que clamam: ‘Vamos sacrificar ao nosso Deus!’ 9Torne-se pesado o serviço desses homens, para que se apliquem a ele e não prestem atenção a palavras mentirosas.” 10Os inspetores do povo e os seus escribas saíram e falaram ao povo: “Assim disse Faraó: eu não vos darei mais palha. 11Ide vós mesmos, e procurai palha onde a puderdes achar. Porque não se diminuirá nada do vosso trabalho.” 12Então o povo se espalhou por toda a terra do Egito para ajuntar restolho, a fim de transformá-lo em palha. 13Os inspetores os oprimiam, dizendo: “Acabai o vosso trabalho, a tarefa de um dia, como quando havia palha.” 14E foram açoitados os escribas dos filhos de Israel, que os inspetores de Faraó haviam posto sobre eles. E lhes diziam: “Por que, ontem e hoje, não acabastes de fazer os tijolos conforme o vosso rendimento de anteontem?”

A queixa dos escribas hebreus15Os escribas dos filhos de Israel foram então reclamar com Faraó, dizendo: “Por que tratar assim os teus servos? 16Não dão mais palha a teus servos, e nos dizem: ‘Fazei tijolos.’ Eis que os teus servos são açoitados…”17Ele, porém, respondeu: “Vós sois muito preguiçosos; e é por isso que dizeis: ‘Vamos sacrificar a Iahweh.’ 18Ide, pois, agora, e trabalhai. Palha, porém, não vos será dada. Contudo, fareis a mesma quantidade de tijolos.”

A reação do povo19Então, os escribas dos filhos de Israel viram-se em má situação, porquanto se lhes dizia: “Não diminuireis em nada a produção de tijolos de cada dia.” 20Quando saíram da presença de Faraó, encontraram Moisés e Aarão que estavam à espera deles, 21e lhes disseram: “Que Iahweh vos observe e julgue! Pois nos tornastes odiosos aos olhos de Faraó e aos olhos de seus servos, pondo-lhes a espada na mão para nos matar!”

A oração de Moisés22Então Moisés, voltando-se para Iahweh, disse: “Senhor, por que maltratas este povo? Por que me enviaste? 23Pois desde que me apresentei a Faraó, para lhe falar em teu nome, ele tem maltratado este povo, e, de fato, não libertaste o teu povo!”

6 1Disse Iahweh a Moisés: “Agora, verás o que hei de fazer a Faraó, pois é pela intervenção de mão poderosa que os fará partir, e por mão poderosa os expulsará do seu país!”

Nova narração da vocação de Moisés2Deus falou a Moisés e lhe disse: “Eu sou Iahweh. 3Apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó como El Shaddai; mas pelo meu nome, Iahweh, não lhes fui conhecido. 4Também estabeleci a minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra em que residiam como estrangeiros. 5E ouvi o gemido dos filhos de Israel, aos quais os egípcios escravizavam, e me lembrei da minha aliança. 6Portanto, dirás aos filhos de Israel: Eu sou Iahweh, e vos farei sair de debaixo das cargas do Egito, vos libertarei da sua escravidão e vos resgatarei com mão estendida e com grandes julgamentos. 7Tomar-voseei por meu povo, e serei o vosso Deus. E vós sabereis que eu sou Iahweh, o vosso Deus, que vos faz sair de sob as cargas do Egito. 8Depois eu vos farei entrar na terra que jurei com a mão estendida dar a Abraão, a Isaac e a Jacó; e vo-la darei como possessão: eu sou Iahweh!” 9Moisés falou assim aos filhos de Israel, mas eles não ouviram a Moisés por causa da ânsia do espírito e da dura escravidão. 10Iahweh falou a Moisés, dizendo: 11“Vai dizer a Faraó, rei do Egito, que faça sair de seu país os filhos de Israel.” 12Moisés, porém, falou na presença de Iahweh, dizendo: “Eis que os filhos de Israel não têm ouvido. Como então, me ouvirá Faraó? Eu não sei falar com facilidade.” 13Iahweh falou a Moisés e a Aarão e os enviou a Faraó, rei do Egito, para fazer sair os filhos de Israel do país do Egito.

Genealogia de Moisés e Aarão14Eis os chefes das suas famílias: Os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Henoc, Falu, Hesron e Carmi; são esses os clãs de Rúben. 15Os filhos de Simeão: Jamuel, Jamin, Aod, Jaquin, Soar e Saul, o filho da cananéia; são esses os clãs de Simeão. 16Eis os nomes dos filhos de Levi com as suas descendências: Gérson, Caat e Merari. Levi viveu cento e trinta e sete anos. 17Os filhos de Gérson: Lobni e Semei com os seus clãs. 18Os filhos de Caat: Amram, Isaar, Hebron e Oziel. Caat viveu cento e trinta e três anos. 19Os filhos de Merari: Mooli e Musi; são esses os clãs de Levi com as suas descendências. 20Amram desposou Jocabed, sua tia, a qual lhe deu Aarão e Moisés. Amram viveu cento e trinta e sete anos. 21Os filhos de Isaar foram: Coré, Nefeg e Zecri, 22e os filhos de Oziel: Misael, Elisafã e Setri. 23Aarão desposou Isabel, filha de Aminadab, irmã de Naasson,e ela lhe deu Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar. 24Os filhos de Coré: Asir, Elcana e Abiasaf; são esses os clãs dou coreítas. 25Eleazar, filho de Aarão, desposou uma das filhas de Futiel, a qual lhe gerou Finéias. São esses os chefes das famílias dos levitas, segundo os seus clãs. 26São estes, Aarão e Moisés, aos quais Iahweh disse: “Fazei sair os filhos de Israel do país do Egito, segundo os seus exércitos.” 27São estes o que falaram a Faraó, rei do Egito, para fazer sair os filhos de Israel do Egito: são estes Moisés e Aarão.

Retoma-se a narração da vocação de Moisés28No dia em que Iahweh falou a Moisés na terra do Egito, 29Iahweh disse a Moisés: “Eu sou Iahweh; dize a Faraó, rei do Egito, tudo o que eu te digo.” 30Respondeu Moisés na presença de Iahweh: “Eu não sei falar com facilidade; como, pois, me ouvirá Faraó?”

7 1Iahweh disse a Moisés: “Eis que te fiz como um deus para Faraó, e Aarão, teu irmão, será o teu profeta. 2FaIarás tudo o que eu ordenar; e Aarão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixe partir da sua terra os filhos de Israel. 2Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei no país do Egito os meus sinais e os meus prodígios. 3Faraó não vos ouvirá; e eu porei a minha mão sobre o Egito, e farei sair do país do Egito os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, com grandes julgamentos. 5Saberão os egípcios que eu sou Iahweh, quando estender minha mão sobre o Egito e fizer sair do meio deles os filhos de Israel.” 6Moisés e Aarão fizeram como Iahweh ordenara. 7Moisés tinha oitenta anos, e Aarão oitenta e três, quando falaram a Faraó.

3 AS PRAGAS DO EGITO A PÁSCOA

A vara transformada em cobra8Disse Iahweh a Moisés e a Aarão: 9“Se Faraó vos disser: ‘Apresentai um prodígio em vosso favor’, então dirás a Aarão: ‘Toma a tua vara e lança-a diante de Faraó; e ela se transformará em cobra.’ ” 10Moisés e Aarão foram a Faraó, e fizeram como Iahweh ordenara. Lançou Aarão a sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e ela se transformou em cobra. 11Faraó, porém, convocou os sábios os encantadores de cobras. Ora, também eles, os magos do Egito, com suas ciências ocultas, fizeram o mesmo. 12Pois lançou cada um a sua vara, e elas se tornaram cobras. Mas a vara de Aarão devorou as varas deles. 13Contudo, o coração de Faraó se endureceu e não os ouviu, como Iahweh havia predito.

I A água transformada em sangue14Disse Iahweh a Moisés: “O coração de Faraó está obstinado: ele se recusou a deixar o povo partir. 15Vai a Faraó, pela manhã: eis que ele sairá às águas; e estarás à espera dele na margem do Rio. Tomarás na mão a vara que se transformou em cobra. 16Tu lhe dirás: ‘Iahweh, o Deus dos hebreus, me enviou a ti para te dizer: Deixa o meu povo partir, para que me sirva no deserto. E eis que até agora não tens ouvido. 17Assim disse Iahweh: ‘Nisto saberás que eu sou Iahweh: — com esta vara que tenho na mão ferirei as águas do Rio, e elas se converterão em sangue; 18os peixes do Rio morrerão, o Rio cheirará mal, e os egípcios não poderão mais beber das águas do Rio.’ ” 19Disse Iahweh a Moisés: “Dize a Aarão: ‘Toma a tua vara e estende a lua mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que se convertam em sangue. Haja sangue em toda a terra do Egito, até nas árvores e nas pedras.’ ” 20Moisés e Aarão fizeram como Iahweh lhes havia ordenado. — Ele levantou a vara, feriu as águas que estavam no Rio, aos olhos de Faraó e dos seus servos; e toda a água do Rio se converteu em sangue. 21Os peixes do Rio morreram. O Rio poluiu-se, e os egípcios não podiam beber a água do Rio. E houve sangue por todo o país do Egito. 22Os magos do Egito, porém, com suas ciências ocultas, fizeram o mesmo: o coração de Faraó se endureceu e não os ouviu, como Iahweh havia dito. 23Virou-se Faraó e foi para casa; e nem isso considerou o seu coração. 24Todos os egípcios cavaram nos arredores do Rio para encontrar água potável; pois não podiam beber a água do Rio. 25Passaram-se sete dias, depois que Iahweh feriu o Rio.

II As rãs26Disse Iahweh a Moisés: “Vai ter com Faraó e dize-lhe: ‘Assim fala Iahweh: Deixa o meu povo partir, para que me sirva. 27Se te recusares a deixá-lo partir, eis que infestarei de rãs todo o teu território. 28O Rio ferverá de rãs, e elas subirão e entrarão na tua casa, no teu quarto de dormir, sobre o teu leito, e nas casas dos teus servos e do teu povo, e nos teus fornos e amassadeiras.29As rãs virão sobre ti, sobre o teu povo e sobre todos os teus servos.’ ”

81Disse Iahweh a Moisés: “Dize a Aarão: ‘Estende a tua mão com a tua vara sobre os rios, sobre os canais e lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito.’ ” 2Aarão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e  subiram rãs e cobriram a terra do Egito. 3Os magos do Egito, porém, com suas ciências ocultas, fizeram o mesmo, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito. 4Faraó chamou Moisés e Aarão, e disse-lhes: “Rogai a Iahweh que afaste as rãs de mim e do meu povo, e deixarei o povo partir, para que ofereça sacrifício a Iahweh.” 5E Moisés disse a Faraó: “Digna-te dizer-me quando deverei rogar por ti, por teus servos e pelo teu povo, para que as rãs sejam arrancadas de ti e das tuas casas, e fiquem somente no Rio.” 6Ele respondeu: “Amanhã.” E Moisés disse: “Seja conforme a tua palavra, para que saibas que não há ninguém como Iahweh, o nosso Deus. 7As rãs afastar-se-ão de ti, da tua casa, dos teus servos e do teu povo; e ficarão somente no Rio.” 8Moisés e Aarão saíram da presença de Faraó; e Moisés clamou a Iahweh por causa das rãs que havia enviado a Faraó. 9E Iahweh fez conforme a palavra de Moisés; e morreram as rãs das casas, dos pátios e dos campos. 10E juntaram-nas em montes imensos, e a terra ficou poluída. 11Mas Faraó viu que havia alívio, e o seu coração ficou obstinado. E não os ouviu, como Iahweh havia dito.

III Os mosquitos12Disse Iahweh a Moisés: “Dize a Aarão: ‘Estende a tua vara e fere o pó da terra, e haverá mosquitos em toda a terra do Egito.’ ” 13Aarão estendeu a mão com a sua vara e feriu o pó da terra, e houve mosquitos sobre os homens e sobre os animais. E todo o pó da terra transformou-se em mosquitos por todo o país do Egito. 14Os magos do Egito, porém, com suas ciências ocultas, fizeram o mesmo para produzirem mosquitos, e não conseguiram. E houve mosquitos sobre os homens e sobre os animais. 15Então os magos disseram a Faraó: “Isto é o dedo de Deus!” Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e não os ouviu como Iahweh havia dito.

IV As moscas16Disse Iahweh a Moisés: “Levanta-te de madrugada e apresenta-te a Faraó; eis que ele sairá às águas, e dize-lhe: ‘Assim fala Iahweh: Deixa o meu povo partir, para que me sirva. 17Se não deixares partir o meu povo, eis que enviarei moscas contra ti, contra os teus servos e contra o teu povo, e contra as tuas casas. As casas dos egípcios e a terra em que estiverem ficarão repletas de moscas. 18Naquele dia separarei a terra de Gessen, em que reside o meu povo, para que nela não haja moscas e saibas que eu sou Iahweh, no meio desta terra. 19Eu distinguirei entre o meu povo e o teu povo! Amanhã se dará este sinal.’ ” 20Assim fez Iahweh, e moscas em grande número entraram na casa de Faraó, nas casas dos seus servos e em toda a terra do Egito; e a terra ficou arruinada por causa das moscas. 21Faraó chamou Moisés e Aarão, e disse-lhes: “Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra.” 22Moisés respondeu: “Não convém agir assim, porque os nossos sacrifícios a Iahweh, o nosso Deus, são uma abominação para os egípcios. Se oferecermos, aos olhos dos egípcios, sacrifícios que eles abominam, não haveriam de nos apedrejar?23E a três dias de marcha no deserto que iremos sacrificar a Iahweh, nosso Deus, conforme ele nos disse.” 24E Faraó disse: “Eu vos deixarei ir sacrificar a vosso Deus no deserto, mas não deveis ir muito longe. Rogai por mim.” 25Disse Moisés: “Loco que eu tiver saído da tua presença rogarei a Iahweh. Amanhã as moscas se afastarão de Faraó, dos seus servos e do seu povo; somente que Faraó não mais me engane, não deixando o povo ir sacrificar a Iahweh.” 26Tendo Moisés saído da presença de Faraó, orou a Iahweh. 27E Iahweh fez o que Moisés lhe tinha pedido, e as moscas se afastaram de Faraó, dos seus servos e do seu povo; não ficou uma só. 28Mas, ainda desta vez, Faraó obstinou o seu coração e não deixou o povo partir.

9 V. A peste dos animais1Disse Iahweh a Moisés: “Vai ter com Faraó e dize-lhe: ‘Assim fala Iahweh, o Deus dos hebreus: Deixa o meu povo partir, para que me sirva. 2Se te recusares a deixá-lo partir, e o retiveres por mais tempo, 3eis que a mão de Iahweh ferirá os rebanhos que estão nos campos, os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas, com uma peste muito grave. 4Iahweh separará os rebanhos de Israel dos rebanhos dos egípcios, e nada perecerá do que pertence aos filhos de Israel. 5E Iahweh fixou o tempo, dizendo: Amanhã Iahweh fará isso no país.” 6No dia seguinte, fez Iahweh o que tinha dito; e todos os animais dos egípcios morreram; mas não morreu nenhum dos animais dos filhos de Israel. 7E Faraó mandou ver, e eis que do rebanho de Israel não morrera nem um animal sequer. O coração de Faraó, porém, obstinou-se, e não deixou o povo partir.

VI As úlceras8Disse Iahweh a Moisés e Aarão: “Apanhai mãos cheias de cinza de forno, e Moisés a lance para o ar, diante dos olhos de Faraó. 9Ela se converterá em pó fino sobre toda a terra do Egito e provocará, nos homens e nos animais, tumores que se arrebentarão em úlceras, por toda a terra do Egito.” 10Eles apanharam cinza de forno e apresentaram-se a Faraó, e Moisés lançou-a para o ar, e os homens e os animais ficaram cobertos de tumores que se arrebentavam em úlceras. 11Os magos não podiam manter-se de pé diante de Moisés, por causa dos tumores; porque havia tumores nos magos e em todos os egípcios. 12Todavia, Iahweh endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como Iahweh havia dito a Moisés.

VII A chuva de pedras13Disse Iahweh a Moisés: “Levanta-te de manhã cedo, e apresenta-te a Faraó. E lhe dirás: ‘Assim fala Iahweh, o Deus dos hebreus: Deixa o meu povo partir, para que me sirva. 14Pois desta vez, enviarei todas as minhas pragas contra ti, contra os teus servos e contra o teu povo, para que saibas que não há ninguém semelhante a mim em toda a terra. 15De fato, se eu já tivesse estendido a mão para ferir a ti e o teu povo com peste, terias desaparecido da terra. 16Entretanto, foi precisamente por isso que te conservei de pé, para fazer-te ver o meu poder e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra. 17Ainda reténs o meu povo e não queres deixá-lo partir? 18Eis que amanhã, a esta mesma hora, farei cair pesada chuva de pedras como nunca se viu no Egito, desde o dia em que foi fundado até hoje. 19Agora, pois, manda recolher os teus animais e tudo o que tens no campo porque os homens e os animais que se acharem no campo e não se recolherem à casa, ao cair sobre eles a chuva de pedras, morrerão.” 20Aqueles dentre os servos de Faraó, que temeram a palavra de Iahweh apressaram-se em fazer entrar para as casas seus servos e seus rebanhos. 21 Aqueles, porém, que não puseram no coração a palavra de Iahweh, deixaram ficar nos campos seus servos e seus rebanhos. 22Disse Iahweh a Moisés: “Estende a mão para o céu, e cairá chuva de pedras em toda a terra do Egito, sobre os animais e sobre toda a erva do campo, na terra do Egito.” 23E Moisés estendeu a sua vara para o céu. Iahweh enviou trovões e chuva de pedras, e desceu fogo sobre a terra. E Iahweh fez cair chuva de pedras sobre a terra do Egito. 24Havia chuva de pedras e fogo misturado com chuva de pedras. Era tão forte que nunca houve igual em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação. 25A chuva de pedras feriu, em toda a terra do Egito, tudo o que estava nos campos, desde os homens até os animais. Feriu toda a erva do campo e quebrou todas as árvores do campo. 26Somente na terra de Gessen, onde estavam os filhos de Israel, não houve chuva de pedras. 27Faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: “Desta vez eu pequei: Iahweh é justo; eu e o meu povo, porém, somos ímpios. 28Rogai a Iahweh, pois já bastam esses grandes trovões e a chuva de pedras. Eu vos deixarei ir e não ficareis mais aqui.” 29Respondeu-lhe Moisés: “Depois que eu tiver saído da cidade, estenderei as mãos para Iahweh: os trovões cessarão e já não haverá chuva de pedras para que saibas que a terra é de Iahweh. 30Quanto a ti, porém, e aos teus servos, eu sei que ainda não temeis a Iahweh Deus.” 31O linho e a cevada foram feridos, pois a cevada já estava na espiga e o linho estava em flor. 32O trigo e o centeio, porém, não sofreram dano, porque eram serôdios. 33Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó e da cidade, e estendeu as mãos para Iahweh. Cessaram os trovões e a chuva de pedras, e não caiu mais chuva de pedras, e não caiu mais chuva sobre a terra. 34Faraó, porém, vendo que tinha cessado a chuva, as pedras e os trovões, continuou a pecar, e endureceu o seu coração, ele e os seus servos. 35O coração de Faraó se endureceu e ele não deixou partir os filhos de Israel como Iahweh havia dito a Moisés.

10 VIII. Os gafanhotos1Disse Iahweh a Moisés: “Vai ter com Faraó. Pois lhe obstinei o coração e o coração dos seus servos, para que eu faça estes meus sinais no meio deles 2e para que narres ao teu filho e ao filho de teu filho como zombei dos egípcios e quantos sinais fiz no meio deles; para que saibais que eu sou Iahweh.” 3Moisés e Aarão apresentaram-se, pois, a Faraó, e disseram-lhe: “Assim diz Iahweh, o Deus dos hebreus: ‘Até quando recusarás humilhar-te perante mim? Deixa o meu povo partir, para que me sirva. 4Se recusares deixar partir o meu povo, eis que amanhã farei vir gafanhotos ao teu território. 5Eles cobrirão a face da terra e não se poderá mais ver o solo. Comerão o que sobrou, o que a chuva de pedras vos deixou; comerão todas as vossas árvores que crescem nos campos. 6Encherão as tuas casas, as dos teus servos e as de todos os egípcios, como nunca viram os teus pais e os pais dos teus pais, desde o dia em que vieram à terra até hoje.’ ” Com isto virou-se, e saiu da presença de Faraó. 7Então, os servos de Faraó lhe disseram: “Até quando este homem será uma cilada para nós? Deixa partir os homens, para que sirvam à Iahweh, seu Deus. Acaso não sabes que o Egito está arruinado?” 8Moisés e Aarão foram reconduzidos à presença de Faraó, que lhes disse: “Ide, servi a Iahweh vosso Deus; quais são, porém, os que hão de ir?” 9Moisés respondeu: “Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos, com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e com o nosso gado havemos de ir; porque para nós é uma festa de Iahweh.” 10E Faraó disse: “Iahweh esteja convosco quando eu vos deixar partir com as vossas crianças; vede como tendes más intenções! 11Não há de ser assim, mas ide somente vós, os homens, e servi a Iahweh; porque isto é o que vós mesmos pedistes.” E os expulsaram da presença de Faraó. 12E Iahweh disse a Moisés: “Estende tua mão sobre a terra do Egito, para que venham os gafanhotos sobre a terra do Egito, e comam toda a erva da terra, tudo o que a chuva de pedras deixou.” 13Estendeu, pois, Moisés a sua vara sobre a terra do Egito. E Iahweh mandou sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite. Quando amanheceu, o vento oriental tinha trazido os gafanhotos. 14E subiram os gafanhotos por toda a terra do Egito. Pousaram sobre todo o seu território, e eram muito numerosos; antes destes nunca houve tais gafanhotos, nem depois deles virão outros assim. 15Cobriram toda a superfície da terra, e a terra ficou devastada. Devoraram toda a erva da terra e todo fruto das árvores que a chuva de pedras deixara. E não ficou nada de verde nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito. 16Pelo que Faraó chamou a toda pressa Moisés e Aarão e disse-lhes: “Pequei contra Iahweh vosso Deus, e contra vós. 17Mas agora perdoai-me ainda esta vez o meu pecado, e rogai a Iahweh vosso Deus que tire de mim esta morte.” 18E Moisés, tendo saído da presença de Faraó, orou a Iahweh. 19Então, Iahweh fez soprar um forte vento do ocidente que arrebatou os gafanhotos e lançou-os no mar dos Juncos; e não ficou um só gafanhoto em todo o território do Egito. 20Iahweh, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou os filhos de Israel partirem.

IX. As trevas21Disse Iahweh a Moisés: “Estende a mão para o céu, e haja trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.” 22Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias. 23Um não via o outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém, em toda a parte onde habitavam os filhos de Israel havia luz. 24Faraó chamou Moisés e Aarão e disse-lhes: “Ide, servi a Iahweh. Fiquem somente os vossos rebanhos e o vosso gado; as vossas crianças também irão convosco.” 25Respondeu Moisés: “Terás de colocar em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, para que os ofereçamos a Iahweh nosso Deus. 26Também os nossos rebanhos irão conosco; não ficará nem uma unha, porque deles haveremos de tomar para servir a Iahweh nosso Deus; e nós mesmos não saberemos como servir a Iahweh senão quando chegarmos lá.” 27Mas Iahweh endureceu o coração de Faraó, e este não quis deixá-los partir. 28E Faraó disse a Moisés: “Aparta-te de mim, e guarda-te de veresa minha face, pois no dia em que vires a minha face, morrerás!’ 29Respondeu-lhe Moisés: “Tu o disseste: Nunca mais tornarei a ver a tua face!”

11 Anúncio da morte dos primogênitos1Iahweh disse a Moisés “Farei vir mais uma praga ainda contra Faraó e contra o Egito. Então, ele vos deixará partir daqui. Quando ele vos enviar, estará acabado, e ele até mesmo vos expulsará daqui.2Dize, pois, ao povo, que todo homem peça ao seu vizinho, e toda mulher à sua vizinha, objetos de prata e ouro.” 3E Iahweh fez com que o seu povo encontrasse graça aos olho dos egípcios. Moisés era também um grande homem na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo. 4Moisés disse: “Assim diz Iahweh: à meia-noite passarei pelo meio do Egito. 5E todo o primogênito morrerá na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que deveria sentar-se em seu trono, até o primogênito da escrava que está à mó, e até mesmo os primogênitos do gado. 6Haverá então na terra do Egito um grande clamor como nunca houve antes, nem ha verá jamais. 7Mas, entre todos os filhos de Israel, desde os homens até aos animais, não se ouvirá ganir um cão, para que saibais que Iahweh fez uma distinção entre o Egito e Israel. 8Então, todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: ‘Sai, tu e todo o povo que te segue.’ Depois disto sairei.” E, ardendo em ira, saiu da presença de Faraó. 9Iahweh disse a Moisés: “Faraó não vos ouvirá, para que se multipliquem os meus prodígios na terra do Egito.” 10Moisés e Aarão fizeram todos esses prodígios diante de Faraó. Mas Iahweh endureceu o coração de Faraó, e ele não deixou os filhos de Israel partirem da sua terra.

12 A Páscoa1Disse Iahweh a Moisés e a Aarão na terra do Egito:  2“Este mês será para vós o princípio dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falai a toda a comunidade de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa. 4Mas se a família for pequena para um cordeiro, então se juntará com o vizinho mais próximo da sua casa, conforme o número de pessoas. O cordeiro será escolhido na proporção do que cada um puder comer. 5O cordeiro será macho, sem defeito e de um ano. Vós o escolhereis entre os cordeiros ou entre os cabritos, 6e o guardareis até o décimo quarto dia desse mês; e toda a assembléia da comunidade de Israel o imolará ao crepúsculo. 7Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre os dois marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerem. 8Naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães ázimos e ervas amargas a comerão. 9Não comereis dele nada cru, nem cozido na água, mas assado ao fogo; a cabeça, as pernas e a fressura. 10Nada ficará dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo.” 11É assim que devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e vara na mão, comê-lo-eis às pressas: é uma páscoa para Iahweh. 12E naquela noite eu passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e eu, Iahweh, farei justiça sobre todos os deuses do Egito. 13O sangue, porém, será para vós um sinal nas casas em que estiverdes: quando eu vir o sangue, passarei adiante e não haverá entre vós o flagelo destruidor, quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós um memorial, e o celebrareis como uma festa para Iahweh; nas vossas gerações a festejareis; é um decreto perpétuo.

A Festa dos Ázimos15“Durante sete dias comereis pães ázimos. Desde o primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, pois todo o que comer algo fermentado, desde o primeiro dia até o sétimo, essa pessoa será eliminada de Israel. 16No primeiro dia tereis uma santa assembléia e, no sétimo dia, uma santa assembléia; nenhuma obra se fará neles, e vós preparareis somente o que cada um deve comer. 17Observareis, pois, a festa dos Ázimos, porque nesse dia é que fiz o vosso exército sair da terra do Egito. Vós observareis este dia em vossas gerações, é um decreto perpétuo. 18No primeiro mês, no dia catorze do mês, à tarde, comereis os ázimos até à tarde do dia vinte e um do mesmo mês. 19Durante sete dias não se achará fermento em vossas casas; todo aquele que comer pão fermentado será eliminado da comunidade de Israel, seja ele estrangeiro ou natural do país. 20Não comereis pão fermentado; em todo lugar em que habitardes comereis ázimos.”

Prescrições sobre a Páscoa21Moisés convocou, pois, todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: “Ide,” tomai um animal do rebanho segundo as vossas famílias e imolai a Páscoa. 22Tomai alguns ramos de hissopo, molhai o no sangue que estiver na bacia, e marcai a travessa da porta e os seus marcos com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta de casa até pela manhã. 23Porque Iahweh passará para ferir os egípcios; e, quando vir o sangue sobre a travessa e sobre os dois marcos, ele passará adiante dessa porta e não permitirá que o Exterminador entre em vossas casas, para vos ferir. 24Observareis esta determinação como um decreto para vós e vossos filhos, para sempre. 25Quando tiverdes entrado na terra que Iahweh vos dará, como ele disse, observareis este rito. 26Quando vossos filhos vos perguntarem: ‘Que rito é este?’, 27respondereis: ‘É o sacrifício da Páscoa para Iahweh que passou adiante das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, mas livrou as nossas casas.’ ” Então o povo se ajoelhou e se prostrou. 28Foram-se os filhos de Israel e fizeram isso; como Iahweh ordenara a Moisés e a Aarão, assim fizeram.

A décima praga: morte dos primogênitos29No meio da noite, Iahweh feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que deveria sentar-se em seu trono, até ao primogênito do cativo, que estava na prisão, e todo o primogênito dos animais. 30Faraó levantou-se de noite, com todos os seus servos e todo o Egito; e houve um grande clamor no Egito, pois não havia casa onde não houvesse um morto. 31Faraó, chamando Moisés e Aarão, naquela mesma noite, disse: “Levantai-vos e saí do meio de meu povo, vós e os filhos de Israel; ide, servi a Iahweh, como tendes dito. 32Levai também vossos rebanhos e vosso gado, como pedistes, parti e abençoai a mim também.” 33Os egípcios pressionavam o povo a que saísse depressa do país, dizendo: “Morreremos todos.” 34O povo levou, pois, a farinha amassada, antes que se levedasse, e as suas amassadeiras atadas em trouxas com seus mantos, sobre os ombros.

Espoliação dos egípcios35Os filhos de Israel fizeram como Moisés havia dito, e pediram aos egípcios objetos de prata, objetos de ouro e roupas. 36Iahweh fez com que o seu povo encontrasse graça aos olhos dos egípcios, de maneira que estes lhes davam o que pediam; e despojaram os egípcios.

A partida de Israel37Os filhos de Israel partiram de Ramsés em direção a Sucot, cerca de seiscentos mil homens a pé — somente os homens, sem contar suas famílias. 38Subiu também com eles uma multidão misturada com ovelhas, gado e muitíssimos animais. 39Cozeram pães ázimos com a farinha que haviam levado do Egito, pois a massa não estava levedada: expulsos do Egito, não puderam deter-se e nem preparar provisões para o caminho. 40A estada dos filhos de Israel no Egito durou quatrocentos e trinta anos.41No mesmo dia em que findavam os quatrocentos e trinta anos, os exércitos de Iahweh saíram do país do Egito. 42Esta noite, durante a qual Iahweh velou para os fazer sair do Egito, deve ser para todos os filhos de Israel uma vigília para Iahweh, em todas as suas gerações.

Prescrições a respeito da Páscoa43Iahweh disse a Moisés e a Aarão: “Eis o ritual da páscoa: nenhum estrangeiro dela comerá. 44Todo escravo, porém, comprado por dinheiro, depois de circuncidado, dela comerá. 45O admitido e o assalariado não comerão dela. 46Há de comer-se numa só casa, e não levareis dessa casa nenhum pedaço de carne. Não quebrareis osso algum. 47Toda a comunidade de Israel a fará. 48Se algum imigrante habita  contigo, e quiser celebrar a Páscoa para Iahweh, todos os varões da sua casa deverão ser circuncidados; e então ele poderá celebrá-la, e será como o cidadão do país; nenhum incircunciso, porém, poderá comer dela. 49Haverá uma única lei para o cidadão e para o imigrante que imigrou paia o vosso meio.” 50Todos os filhos de Israel fizeram como Iahweh havia ordenado a Moisés e a Aarão. 51Naquele dia Iahweh tirou os filhos de Israel do Egito, segundo os seus exércitos.

13 Os primogênitos1Iahweh falou a Moisés, dizendo: 2“Consagra-me todo primogênito, todo o que abre o útero materno, entre os filhos de Israel. Homem ou animal, será meu.”

Os Ázimos3Moisés disse ao povo: “Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito, da casa da escravidão; pois com mão forte Iahweh vos tirou de lá; e, por isso, não comereis pão fermentado. 4Hoje é o mês de Abib, e estais saindo. 5Quando Iahweh te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que jurou a teus pais te dar, terra que mana leite e mel, guardarás este rito neste mês. 6Comerás pães ázimos durante sete dias, e no sétimo dia haverá uma festa para Iahweh. 7Durante sete dias comer-se-ão pães ázimos; não haverá em tua casa nada de fermentado, nem em todo o teu território. 8Naquele dia, assim falarás a teu filho: ‘Eis o que Iahweh fez por mim, quando saí do Egito.’ 9E será como sinal na tua mão, um memorial entre os teus olhos, para que a lei de Iahweh esteja na tua boca; pois Iahweh te tirou do Egito com mão forte. 10Observarás esta lei no tempo determinado, de ano em ano.

Os primogênitos11“Quando Iahweh te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando ta tiver dado, 12apartarás para Iahweh todo ser que sair por primeiro do útero materno, e todo primogênito dos animais que tiveres: os machos serão para Iahweh. 13Todo primogênito da jumenta, porém, tu o resgatarás com um cordeiro; se não o resgatares, tu lhe quebrarás a nuca; mas todo primogênito do homem, entre teus filhos, tu o resgatarás. 14E quando amanhã o teu filho te perguntar: ‘Que é isso?’, responder-lhe-ás: ‘Iahweh tirou-nos do Egito, da casa da escravidão, com mão forte. 15Pois tendo-se obstinado Faraó e não querendo deixar-nos partir, Iahweh matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até o primogênito dos animais. É por isso que sacrifico a Iahweh todo macho que sai por primeiro do útero materno e resgato todo primogênito de meus filhos.’ 16Isto será, pois, como um sinal na tua mão e como um frontal entre os teus olhos, porque Iahweh nos tirou do Egito com mão forte.”

4 A SAÍDA DO EGITO

A saída dos israelitas17Ora, quando Faraó deixou o povo partir, Deus não o fez ir pelo caminho no país dos filisteus, apesar de ser mais perto, porque Deus achara que diante dos combates o povo poderia se arrepender e voltar para o Egito. 18Deus, então, fez o povo dar a volta pelo caminho do deserto do mar dos Juncos; e os filhos de Israel saíram bem armados do Egito. 19Moisés levou consigo os ossos de José, pois havia este feito os filhos de Israel jurar solenemente, dizendo: “Deus haverá de vos visitar, e então levai daqui convosco os meus ossos.” 20E, tendo saído de Sucot, acamparam-se em Etam, à entrada do deserto. 21E Iahweh ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. 22Nunca se retirou de diante do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo, durante a noite.

14 De Etam ao mar dos Juncos — ‘Iahweh falou a Moisés, dizendo: 2“Dize aos filhos de Israel que retrocedam e acampem diante de Piairot, entre Magdol e Baal Sefon; vós acampareis diante deste lugar, junto ao mar. 3Pois Faraó há de dizer acerca dos filhos de Israel: ‘Eis que erram pelo país; o deserto os encerrou.’ 4E eu endurecerei o coração He Faraó, e ele os perseguirá, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e os egípcios saberão que eu sou Iahweh.” E eles assim fizeram.

Os egípcios perseguem Israel5Sendo, pois, anunciado ao rei do Egito que o povo tinha fugido, mudou-se o coração de Faraó e dos seus servos contra o povo. Eles disseram: “Que é isto que fizemos, deixando Israel sair de nosso serviço?” 6Faraó mandou aprontar o seu carro e tomou consigo o seu povo; 7tomou seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito, com oficiais sobre todos eles. 8E Iahweh endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e este perseguiu os filhos de Israel, enquanto saíam de braço erguido. 9Os egípcios perseguiram-nos, com todos os cavalos e carros de Faraó, e os cavaleiros e o seu exército, e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de Piairot, diante de Baal Sefon. 10Quando Faraó se aproximou, os filhos de Israel levantaram os olhos e eis que os egípcios vinham atrás deles. Tiveram grande medo. E então os filhos de Israel clamaram a Iahweh. 11Disseram a Moisés: “Não havia talvez sepulturas no Egito, e por isso nos tiraste de lá para morrermos no deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito? 12Não é isto que te dizíamos no Egito: Deixa-nos, para que sirvamos aos egípcios? Pois, melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.” 13Moisés disse ao povo: “Não temais; permanecei firmes e vereis o que Iahweh fará hoje para vos salvar; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. 14Iahweh combaterá por vós e vós ficareis tranqüilos.”

O milagre do mar15Iahweh disse a Moisés: “Por que clamas por mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. 16E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17Eu endureci o coração dos egípcios para que vos sigam e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou Iahweh, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros. 19Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e passou para trás deles. Também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs atrás, 20ficando entre o acampamento dos egípcios e o acampamento de Israel. A nuvem era tenebrosa, e a noite passou sem que um pudesse se aproximar do outro durante toda a noite. 21Então Moisés estou deu a mão sobre o mar. E Iahweh, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez o mar se retirar. Este se tornou terra seca, e as água, foram divididas. 22Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas formaram como um muro à sua direita e à sua esquerda. 23Os egípcios que os perseguiam entraram atrás deles, todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. 24Na vigília da manhã, Iahweh, da coluna de fogo e da nuvem, viu o acampamento dos egípcios, e lançou a confusão no acampamento dos egípcios. 25Ele emperrou as rodas dos seus carros, e fê-los andar com dificuldade. Então, os egípcios disseram: “Fujamos da presença de Israel, porque Iahweh combate a favor deles contra os egípcios.” 26Iahweh disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.” 27Moisés estendeu a mão sobre o mar e este, ao romper da manhã, voltou para o seu leito. Os egípcios, ao fugir foram de encontro a ele. E Iahweh derribou os egípcios no meio do mar. 28As águas voltaram e cobriram os carros e cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; e não escapou um só deles. 29Os filhos de Israel, porém, passaram pelo meio do mar em seco; e as águas eram para eles como um muro à direita e à esquerda. 30Naquele dia, Iahweh salvou Israel das mãos dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos à beira-mar. 31Israel viu o grande poder que Iahweh havia mostrado contra eles. E o povo temeu a Iahweh, e creram em Iahweh e em Moisés, seu servo.

15 O canto de vitória1Então, Moisés e os filhos de Israel entoaram este canto a Iahweh: “Eu cantarei a Iahweh, porque se vestiu de glória; ele lançou ao mar o cavalo e o cavaleiro. 2Iah é minha força e meu canto, a ele devo a salvação. Ele é meu Deus, e o glorifico, o Deus do meu pai, e o exalto. 3Iahweh é um guerreiro, Iahweh é o seu nome! 4Os carros de Faraó e suas tropas, ao mar ele lançou; a elite dos seus cavaleiros, o mar dos Juncos devorou: 5o abismo os recobriu, e caíram fundo, como pedra. 6A tua destra, Iahweh, pela força se assinala; a tua destra, Iahweh, o inimigo estraçalha. 7Pela grandeza da tua glória destróis os teus adversários, desencadeias tua ira, que os devora como chama. 8Ao sopro das tuas narinas as águas se amontoam, as ondas se levantam qual uma represa, e os abismos se retesam no coração do mar. 9O inimigo dissera: ‘Perseguirei, hei de alcançar, despojos eu terei e minha alma irá se alegrar, tirarei a minha espada e minha mão o prenderá!’ 10O teu vento soprou e o mar os recobriu; caíram como chumbo nas águas profundas. 11Quem é igual a ti, ó Iahweh, entre os fortes? Quem é igual a ti, ilustre em santidade? Terrível nas façanhas, hábil em maravilhas? 12Lançaste a tua direita, e a terra os engoliu. 13Levaste em teu amor este povo que redimiste, e o guiaste com poder para a morada que consagraste! 14Os povos ouviram falar e começaram a tremer; dores se espalharam no meio dos filisteus, 15e ficaram com medo os habitantes de Edom. Os chefes de Moab, o temor os dominou; todos cambaleiam, os moradores de Canaã, 16e a eles sobrevêm o temor e o tremor. A grandeza do teu braço os fixa como pedras, até que passe o teu povo, ó Iahweh, até que passe este povo que compraste. 17Tu os conduzirás e plantarás sobre a montanha, a tua herança, lugar onde fizeste, ó Iahweh, a tua residência, santuário, Iahweh, que as tuas mãos prepararam. 18Iahweh reinará para sempre e eternamente.” 19Pois, quando a cavalaria de Faraó com os seus carros e os seus cavaleiros entraram no mar, Iahweh fez voltar sobre eles as águas do mar; os filhos de Israel, porém, caminharam a pé enxuto pelo meio do mar. 20Maria, a profetisa, irmã de Aarão, tomou na mão um tamborim e todas as mulheres a seguiram com tamborins, formando coros de dança. 21E Maria lhes entoava: “Cantai a Iahweh, pois de glória se vestiu; ele jogou ao mar cavalo e cavaleiro!”

II. A caminhada no deserto

Mara22Moisés fez Israel partir do mar dos Juncos. Eles se dirigiram para o deserto de Sur, e caminharam três dias no deserto sem encontrai água. 23Mas quando chegaram a Mara não puderam beber da água de Mara, porque era amarga; por isso chamou-se-lhe Mara.24O povo murmurou contra Moisés, dizendo: “Que havemos de beber?” 25Moisés clamou a Iahweh e Iahweh lhe mostrou um pedaço de madeira. Moisés o lançou na água, e a água se tornou doce. Foi lá que lhes fixou um estatuto e um direito; foi lá que ele os colocou à prova. 26Depois ele disse: “Se ouvires atento a voz de Iahweh teu Deus e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, se deres ouvido aos seus mandamentos e guardares todas as suas leis, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios. Pois eu sou Iahweh, aquele que te restaura.” 27Então chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e acamparam junto às águas.

16 O maná e as codornizes1Partiram de Elim, e toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin, situado entre Elim e o Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês, depois que tinham saído do Egito. 2Toda a comunidade dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Aarão no deserto. 3Os filhos de Israel disseram-lhes: “Antes fôssemos mortos pela mão de Iahweh na terra do Egito, quando estávamos sentados junto à panela de carne e comíamos pão com fartura! Certamente nos trouxestes a este deserto para fazer toda esta multidão morrer de fome.” 4Iahweh disse a Moisés: “Eis que vos farei chover pão do céu; sairá o povo e colherá a porção de cada dia, a fim de que eu o ponha à prova para ver se anda ou não na minha lei. 5Mas, no sexto dia, prepararão o que colherem, e será dois tantos do que colhem a cada dia.” 6Então Moisés e Aarão disseram a toda a comunidade dos filhos de Israel: “A tarde sabereis que foi Iahweh que vos fez sair da terra do Egito, 7e, pela manhã, vereis a glória de Iahweh, porque Iahweh ouviu as vossas murmurações contra ele. Nós, porém, o que somos para que murmureis contra nós?” 8E Moisés disse: “Iahweh vos dará esta tarde carne para comer,  pela manhã pão com fartura, pois ouviu a vossa murmuração contra ele. Porque nós, o que somos? Não são contra nós as vossas murmurações, e sim contra Iahweh.” 9Disse Moisés a Aarão: “Dize a toda comunidade dos filhos de Israel: Aproximai-vos da presença de Iahweh, pois ouviu as vossas murmurações.” 10Ora, quando Aarão falava a toda a comunidade dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória de Iahweh apareceu na nuvem, 11Iahweh falou a Moisés, dizendo: 12“Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou Iahweh vosso Deus.” 13À tarde subiram codornizes e cobriram o acampamento; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14Quando se evaporou a camada de orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, granulosa,’ fina como a geada sobre a terra. 15Tendo visto isso, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: “Isto é o pão que Iahweh vos deu para vosso alimento. 16Eis que Iahweh vos ordena: Cada um colha dele quanto baste para comer, um gomor por pessoa. Cada um tomará segundo o número de pessoas que se acham na sua tenda.” 17E os filhos de Israel assim fizeram; e apanharam, uns mais outros menos. 18Quando mediram um gomor, nem aquele que tinha juntado mais tinha maior quantidade, nem aquele que tinha colhido menos encontrou menos: cada um tinha apanhado o quanto podia comer. 19Moisés disse-lhes: “Ninguém guarde para a manhã seguinte.” 20Mas eles não deram ouvidos a Moisés, e alguns guardaram para o dia seguinte; porém deu vermes e cheirava mal. E Moisés indignou-se contra eles. 21Colhiam-no pois, manhã após manhã, cada um o quanto podia comer e quando o sol fazia sentir o seu ardor, se derretia. 22Ora, no sexto dia colheram pão em dobro, dois gomores por pessoa; e todos os chefes de comunidade foram comunicá-lo a Moisés. 23Ele lhes disse: “Eis o que disse Iahweh: Amanhã é repouso completo, um santo sábado para Iahweh. Cozei o que quiserdes cozer, e fervei o que quiserdes ferver, e o que sobrar, guardai-o de reserva para a manhã seguinte.” 24Fizeram a reserva até a manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal e nem deu vermes. 25Então disse Moisés: “Comei-o hoje, porque este dia é um sábado para Iahweh; hoje não o encontrareis nos campos. 26Durante seis dias o recolhereis, mas no sétimo dia, no sábado, não o haverá.” 27No sétimo dia saíram alguns do povo para colhê-lo, porém não o acharam. 28Iahweh disse a Moisés: “Até quando recusareis guardar meus mandamentos e minhas leis? 29Considerai que Iahweh vos deu o sábado, e que por isso vos dará ao sexto dia pão por dois dias. Cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.” 30E o povo descansou no sétimo dia. 31A casa de Israel deu-lhe o nome de maná. Era como a semente de coentro, branco, e o seu sabor como bolo de mel. 32Disse Moisés: “Eis o que Iahweh ordenou: Dele enchereis um gomor e o guardareis para as vossas gerações, para que vejam o pão com que vos alimentei no deserto, quando vos fiz sair do país do Egito.” 33Moisés disse a Aarão: “Toma um vaso, põe nele um gomor cheio de maná e coloca-o diante de Iahweh, a fim de conservá-lo para as vossas gerações.” 34Como Iahweh havia ordenado a Moisés, Aarão o colocou diante do Testemunhopara ser conservado. 35Os filhos de Israel comeram maná durante quarenta anos, até chegarem à terra habitada; comeram maná até chegarem aos confins do país de Canaã. 36O gomor é a décima parte do efá.

17 A água da rocha1Toda a comunidade dos filhos de Israel partiu do deserto de Sin para as etapas seguintes, segundo a ordem de Iahweh, e acamparam em Rafidim, onde não havia água para o povo beber. 2O povo discutiu, pois, com Moisés, e disse: “Dá-nos água para beber.” Respondeu-lhes Moisés: “Por que discutis comigo? Por que colocais Iahweh à prova?” 3Ali o povo teve sede e o povo murmurou contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matar de sede a nós, a nossos filhos e a nossos animais?” 4Então Moisés clamou a Iahweh, dizendo: “Que farei a este povo? Pouco falta para que me apedrejem.” 5Iahweh disse a Moisés: “Passa adiante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; leva contigo, na mão, a vara com que feriste o Rio, e vai. 6Eis que estarei diante de ti, sobre a rocha (em Horeb); ferirás a rocha, dela sairá água e o povo beberá.” Moisés assim fez na presença dos anciãos de Israel. 7E deu àquele lugar o nome de Massa e Meriba, por causa da discussão dos filhos de Israel e porque colocaram Iahweh à prova, dizendo: “Está Iahweh no meio de nós, ou não?”

Combate contra Amalec8Ora veio Amalec e combateu contra Israel em Rafidim. 9Então Moisés disse a Josué: “Escolhe homens, e amanhã sai para combater contra Amalec; eu ficarei no cimo da colina com a vara de Deus na mão.” 10Fez Josué como Moisés tinha dito, e saiu para combater contra Amalec. Moisés, Aarão e Hur, porém, subiram ao cimo da colina. 11E enquanto Moisés ficava com as mãos levantadas, Israel prevalecia; quando, porém, abaixava as mãos, prevalecia Amalec. 12Ora, as mãos de Moisés estavam pesadas; tomando então uma pedra, puseram-na debaixo dele e ele se sentou; Aarão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado e o outro do outro. Assim as suas mãos ficaram firmes até o pôr-do-sol. 13E Josué pôs em fuga Amalec e seu povo ao fio da espada. 14Então Iahweh disse a Moisés: “Escreve isto para memorial num livro, e declara a Josué que hei de extinguir a memória de Amalec de debaixo do céu.” 15Depois Moisés construiu um altar, e pôs-lhe este nome: “Iahweh-Nissi”, 16porque ele disse: “A bandeira de Iahweh em mãos! Iahweh está em guerra contra Amalec de geração em geração.”

18 Encontro de Jetro com Moisés1Jetro, sacerdote de Madiã, sogro de Moisés, ouviu tudo o que Deus havia feito a Moisés e a Israel seu povo: como Iahweh havia feito Israel sair do Egito. 2Jetro, o sogro de Moisés, tomou Séfora, mulher de Moisés, depois que este a enviara, 3com os dois filhos dela, um dos quais se chamava Gersam, porque Moisés dissera: “Sou um imigrante em terra estrangeira”, 4e o outro Eliezer, porque “o Deus de meu pai é minha ajuda e me libertou da espada de Faraó.” 5Jetro, o sogro de Moisés, foi junto com os filhos e a esposa de Moisés encontrar-se com ele no deserto onde estava acampado, junto à montanha de Deus. 6Disseram a Moisés: “Eis que o teu sogro Jetro vem a ti, acompanhado de tua esposa com os teus dois filhos.” 7Moisés saiu ao encontro do sogro, inclinou-se diante dele, abraçou-o e indagando pelo bem-estar um do outro, entraram na tenda. 8Moisés contou ao sogro tudo o que Iahweh havia feito a Faraó e aos egípcios por causa de Israel, assim como todas as tribulações que encontraram pelo caminho, das quais Iahweh os livrara. 9Jetro alegrou-se por todo o bem que Iahweh tinha feito a Israel, livrando-o da mão dos egípcios. 10Então Jetro disse: “Bendito seja Iahweh que vos libertou da mão dos egípcios e da mão de Faraó, e libertou o povo da submissão aos egípcios. 11Agora sei que Iahweh é maior que todos os deuses…” 12Jetro, o sogro de Moisés, ofereceu a Deus um holocausto e sacrifícios. Vieram Aarão e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moisés diante de Deus.

A instituição dos Juízes13No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até o pôr-do-sol. 14E o seu sogro, vendo tudo o que ele fazia com o povo, disse: “Que é isto que fazes com o povo? Por que te assentas sozinho, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até o pôr-do-sol?” 15Respondeu Moisés ao sogro: “É porque o povo vem a mim para consultar a Deus. 16Quando têm uma questão, vêm a mim. Julgo entre um e outro e lhes faço conhecer os decretos de Deus e as suas leis.” 17O sogro de Moisés lhe disse: “Não é bom o que fazes! 18Certamente desfalecerás, tu e o povo que está contigo, porque a tarefa é muito pesada para ti; não poderás realizá-la sozinho. 19Agora, pois, escuta o conselho que te darei para que Deus esteja contigo: representa o povo diante de Deus, e introduze as suas causas junto de Deus. 20Ensina-lhes os estatutos e as leis, faze-lhes conhecer o caminho a seguir e as obras que devem fazer. 21Mas escolhe do meio do povo homens capazes, tementes a Deus, seguros, incorruptíveis, e estabelece-os como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. 22Eles julgarão o povo em todo tempo. Toda causa importante trarão a ti, mas toda causa menor eles mesmos julgarão. Assim será mais leve para ti, e eles levarão a carga contigo. 23Se assim fizeres, e Deus to ordenar, poderás então suportar este povo, que por sua vez tornará em paz ao seu lugar.” 24Moisés seguiu o conselho de seu sogro, fez tudo o que ele havia dito. 25Moisés escolheu em todo Israel homens capazes, e colocou-os como chefes do povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. 26Eles julgavam o povo em todo tempo. Toda causa importante, eles a levavam a Moisés, e toda causa menor eles mesmos a julgavam. 27Depois Moisés deixou o seu sogro voltar, e ele retomou o caminho para o seu país.

III. A aliança do Sinais

1. A ALIANÇA E O DECÁLOGO

19 Chegada ao Sinai1No terceiro mês depois da saída do país do Egito, naquele dia, os filhos de Israel chegaram ao deserto do Sinai. 2Partiram de Rafidim e chegaram ao deserto do Sinai, e acamparam no deserto. Israel acampou lá, diante da montanha.

Promessa da Aliança3Então Moisés subiu a Deus. E da montanha Iahweh o chamou, e lhe disse: “Assim dirás à casa de Jacó e declararás aos filhos de Israel: 4‘Vós mesmos vistes o que eu fiz aos egípcios, e como vos carreguei sobre asas de águia e vos trouxe a mim. 5Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim uma propriedade peculiar entre todos os povos, porque toda a terra é minha. 6Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.’ Estas são as palavras que dirás aos filhos de Israel.” 7Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que Iahweh lhe havia ordenado. 8Então todo o povo respondeu: “Tudo o que Iahweh disse, nós o faremos.” E Moisés relatou a Iahweh as palavras do povo.

Preparação da Aliança9Iahweh disse a Moisés: “Eis que virei a ti na escuridão de uma nuvem, para que o povo ouça quando eu falar contigo, e para que também creiam sempre em ti.” E Moisés relatou a Iahweh as palavras do povo. 10Iahweh disse a Moisés: “Vai ao povo, e faze-o santificar-se hoje e amanhã; lavem as suas vestes, 11estejam prontos depois de amanhã, porque depois de amanhã Iahweh descerá aos olhos de todo o povo sobre a montanha do Sinai. 12E tu fixarás os limites da montanha, e lhes dirás: ‘Guardai-vos de subir à montanha, e não toqueis nos seus limites. Todo aquele que tocar na montanha será morto. 13Ninguém porá a mão sobre ele; será apedrejado ou flechado: quer seja homem quer seja animal, não viverá.’ Quando soar o chifre de carneiro, então subirão à montanha.” 14Moisés desceu da montanha e foi encontrar-se com o povo; ele o fez santificar-se, e lavaram as suas vestes. 15Depois disse ao povo: “Estai preparados para depois de amanhã e não vos chegueis à mulher.”

A teofania16Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, relâmpagos e uma espessa nuvem sobre a montanha, e um clamor muito forte de trombeta; e o povo que estava no acampamento pôs-se a tremer. 17Moisés fez o povo sair do acampamento ao encontro de Deus, e puseram-se ao péda montanha. 18Toda a montanha do Sinai fumegava, porque Iahweh descera sobre ela no fogo; a sua fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e toda a montanha tremia violentamente. 19O som da trombeta ia aumentando pouco a pouco; Moisés falava e Deus lhe respondia no trovão. 20Iahweh desceu sobre a montanha do Sinai, no cimo da montanha, Iahweh chamou Moisés para o cimo da montanha, e Moisés subiu. 21Iahweh disse a Moisés: “Desce e adverte o povo que não ultrapasse os limites para vir ver Iahweh, para muitos deles não perecerem. 22Mesmo os sacerdotes que se aproximarem de Iahweh devem se santificar, para que Iahweh não os fira.” 23Moisés disse a Iahweh: “O povo não poderá subir à montanha do Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Delimita a montanha e declara-a sagrada.” 24Iahweh respondeu: “Vai, e desce; depois subirás tu e Aarão contigo. Os sacerdotes, porém, e o povo não ultrapassem os limites para subir a Iahweh, para que não os fira.” 25Desceu, pois, Moisés até o povo, e lhes disse…

20 O Decálogo1Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo: 2“Eu sou Iahweh teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. 3Não terás outros deuses diante de mim. 4Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. 5Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás, porque eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, 6mas que também ajo com amor até a milésima geração para aqueles que me amam  e guardam os meus mandamentos. 7Não pronunciarás em vão o nome de Iahweh teu Deus, porque Iahweh não deixará impune aquele que pronunciar em vão o seu nome. 8Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo. 9Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. 10O sétimo dia, porém, é o sábado de Iahweh teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem lua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal, nem o estrangeiro que está em tuas portas. 11Porque em seis dias Iahweh fez o céu, a leira, o mar e tudo o que eles contêm, mas repousou no sétimo dia; por isso Iahweh abençoou o dia do sábado e o santificou. 12Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na teria que Iahweh teu Deus, te dá. 13Não matarás. 14Não cometerás adultério. 15Não roubarás. 16Não apresentarás um falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a sua mulher, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo.” 18 Todo o povo, vendo os trovões e os relâmpagos, o som da trombeta e a montanha fumegante, teve medo e ficou longe. 19Disseram a Moisés: “Fala-nos tu, e nós ouviremos; não nos fale Iahweh, para que não morramos.” 20Moisés disse ao povo: “Não temais, Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, e não pequeis.”21O povo ficou longe; e Moisés aproximou-se da nuvem escura, onde Deus estava.

2. O CÓDIGO DA ALIANÇA

A lei do altar22Iahweh disse a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: Vistes como vos falei do céu. 23Não fareis deuses de prata ao lado de mim, nem fareis deuses de ouro para vós. 24Far-me-ás um altar de terra, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos e os teus sacrifícios de comunhão, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome virei a ti e te abençoarei. 25Se me edificares um altar de pedra não o farás de pedras lavradas, porque se levantares sobre ele o cinzel, profaná-lo-ás. 26Nem subirás o degrau do meu altar, para que não se descubra a tua nudez.

21 Leis acerca dos escravos1Eis as leis que lhes proporás: 2Quando comprares um escravo hebreu, seis anos ele servirá; mas no sétimo sairá livre, sem nada pagar. 3Se veio só, sozinho sairá; se era casado, com ele sairá a esposa. 4Se o seu senhor lhe der mulher, e esta der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do senhor, e ele sairá sozinho. 5Mas se o escravo disser: ‘Eu amo a meu senhor, minha mulher o meus filhos, não quero ficar livre’, 6o seu senhor fá-lo-á aproximar-se do Deus, e o fará encostar-se à porta e às ombreiras e lhe furará a orelha com uma sovela: e ele ficará seu escravo para sempre. 7Se alguém vender sua filha como serva, esta não sairá como saem os escravos. 8Se ela desagradar ao seu senhor, ao qual estava destinada, este a fará resgatar; não poderá vendê-la a um povo estrangeiro, usando de fraude para com ela. 9Se a destinar a seu filho, este a tratará segundo o costume em vigor para as filhas.10Se tomar para si uma outra mulher, não diminuirá o alimento, nem a vestimenta, nem os direitos conjugais da primeira. 11Se a frustrar nessas três coisas, ela sairá sem pagar nada, sem dar dinheiro algum.

Homicídio 12“Quem ferir a outro e causar a sua morte, será morto. 13Se não lhe armou cilada, mas Deus lhe permitiu caísse em suas mãos, eu te  designarei um lugar no qual possa se refugiar. 14Se alguém matar outro por astúcia, tu o arrancarás até mesmo do meu altar, para que morra.  15Quem ferir o seu pai ou a sua mãe, será morto. 16Quem raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto. 17Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe, será morto.

Golpes e ferimentos18“Se alguns discutirem entre si e um ferir o outro com uma pedra ou com o punho, e ele não morrer, mas for para o leito, 19se ele se levantar e andar, ainda que apoiado no seu bordão, então será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e o fará curar-se totalmente. 20Se alguém ferir o seu escravo ou a sua serva com uma vara, e o ferido morrer debaixo de sua mão, será punido. 21Mas, se sobreviver um dia ou dois, não será punido, porque é dinheiro seu. 22Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de aborto, sem maior dano, o culpado será obrigado a indenizar o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará o que os árbitros determinarem. 23Mas se houver dano grave, então darás vida por vida, 24olho por olho, dente por dente, pé por pé, 25queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. 26Se alguém ferir o olho do seu escravo ou o olho da sua serva, e o inutilizar, deixá-lo-á livre pelo seu olho. 27Se fizer cair um dente do seu escravo ou um dente da sua serva, dar-lhe-á liberdade pelo seu dente. 28Se algum boi chifrar homem ou mulher e causar sua morte, o boi será apedrejado e não comerão a sua carne; mas o dono do boi será absolvido. 29Se o boi, porém, já antes marrava e o dono foi avisado, e não o guardou, o boi será apedrejado e o seu dono será morto. 30Se lhe for exigido resgate, dará então como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido. 31Que tenha chifrado um filho, que tenha chifrado uma filha, esse julgamento lhe será aplicado. 32Se o boi ferir um escravo ou uma serva, dar-se-ão trinta siclos de prata ao senhor destes, e o boi será apedrejado. 33Se alguém deixar aberto um buraco, ou se alguém cavar um buraco e não o tapar, e nele cair um boi ou um jumento, 34o dono do buraco o pagará, pagará em dinheiro ao seu dono, mas o animal morto será seu. 35Se o boi de alguém ferir o boi de um outro, e o boi ferido morrer, venderão o boi vivo e repartirão o seu valor; e dividirão entre si o boi morto. 36Se, porém, o dono sabia que o boi marrava já há algum tempo e não o guardou, pagará boi por boi; mas o boi morto será seu.

Roubos de animais37“Se alguém roubar um boi ou uma ovelha e o abater ou vender, restituirá cinco bois por um boi e quatro ovelhas por uma ovelha.

22 1Se um ladrão for surpreendido arrombando um muro, e sendo ferido morrer, quem o feriu não será culpado do sangue. 2Se, porém, fizer isso depois de ter nascido o sol, quem o ferir será culpado de sangue; neste caso o ladrão fará restituição total. Se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto. 3Se o animal roubado, boi, jumento ou ovelha, for encontrado vivo em seu poder, restituirá o dobro.

Delitos que implicam indenização4“Se alguém fizer o seu animal pastar num campo ou numa vinha, e o deixar pastar em campo de outrem, restituirá a parte comida desse campo, conforme o que ajustar. Se ele deixar pastar o campo inteiro, pagará com o melhor do seu próprio campo e o melhor de sua própria vinha. 5Se um fogo, alastrando-se, encontrar espinheiros e atingir as medas, ou a messe, ou o campo, aquele que ateou o fogo pagará totalmente o que tiver queimado. 6Se alguém der ao seu próximo dinheiro ou objetos para guardar, e isso for furtado daquele que o recebeu, se for achado o ladrão, este pagará em dobro. 7Se o ladrão não for achado, então o dono da casa será levado diante de Deus para testemunhar que não se apossou do bem alheio. 8Em toda causa litigiosa relativa a um boi, a um jumento, a uma ovelha, a uma vestimenta ou a qualquer objeto perdido do qual se diz: ‘Esta é a coisa’, a causa será levada diante de Deus. O que Deus declarar culpado restituirá o dobro ao outro. 9Se alguém confiar à guarda de outro um jumento, um touro, uma ovelha ou qualquer outro animal, e este morrer, ficar aleijado ou for afugentado, sem que ninguém o veja, 10então haverá juramento de Iahweh entre ambos, de que não se apossou dos bens do próximo; o dono aceitará o restante e o outro não fará restituição. 11Mas se o animal furtado se encontrava com ele, deverá restituí-lo ao seu proprietário. 12Se o animal for dilacerado por uma fera, trará o animal dilacerado, em testemunho disso, e não terá que restituí-lo. 13Se alguém pedir emprestado a seu próximo um animal, e este ficar aleijado ou morrer não estando presente o dono, deverá pagá-lo. 14Mas se o dono estiver presente, não o pagará; se foi alugado, o valor do aluguel será o pagamento.

Violação de uma virgem15“Se alguém seduzir uma virgem que ainda não estava prometida em casamento, e se deitar com ela, pagará o seu dote e a tomará por mulher. 16Se o pai dela recusar dar-lha, pagará em dinheiro conforme o dote das virgens.

Leis morais e religiosas17“Não deixarás viver a feiticeira. 18Quem tiver coito com um animal será morto. 19Quem sacrificar a outros deuses será entregue ao anátema. 20Não afligirás o estrangeiro nem o oprimido, pois vós mesmos fostes estrangeiros no país do Egito. 21Não afligireis a nenhuma viúva ou órfão. 22Se o afligires e ele clamar a mim escutarei o seu clamor; 23minha ira se acenderá e vos farei perecer pela espada: vossas mulheres ficarão viúvas e vossos filhos, órfãos. 24Se emprestares dinheiro a um compatriota, ao indigente que está em teu meio, não agirás com ele como credor que impõe juros. 25Se tomares o manto do teu próximo em penhor, tu lho restituirás antes do pôr-do-sol. 26Porque é com ele que se cobre, é a veste do seu corpo: em que se deitaria? Se clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou compassivo. 27Não blasfemarás contra Deus, nem amaldiçoarás um chefe do teu povo.

Primícias e primogênitos28“Não tardarás em oferecer de tua abundância e do teu supérfluo. O primogênito de teus filhos, tu mo darás. 29Farás o mesmo com os teus bois, e com as tuas ovelhas; durante sete dias ficará com a mãe, e no oitavo dia mo darás. 30Sereis para mim homens santos. Não comereis a carne de um animal dilacerado por uma fera no campo; deitá-la-eis aos cães.

23 A justiça. Os deveres para com os inimigos1“Não espalharás notícias falsas, nem darás a mão ao ímpio para seres testemunha de injustiça. 2Não tomarás o partido da maioria para fazeres o mal, nem deporás, num processo, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito, 3nem serás parcial com o desvalido no seu processo. 4Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, lho reconduzirás. 5Se vires cair debaixo da carga o jumento daquele que te odeia, não o abandonarás, mas o ajudarás a erguê-lo. 6Não desviarás o direito do teu pobre5 em seu processo. 7Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, e não justificarás o culpado. 8Não aceitarás presentes, porque os presentes cegam até os perspicazes e pervertem as palavras dos justos. 9Não oprimirás o estrangeiro: conheceis a vida de estrangeiro, porque fostes estrangeiros no Egito.

Ano sabático e sábado10“Durante seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos. 11No sétimo ano, porém, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e o que restar comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival. 12Durante seis dias farás os teus trabalhos e no sétimo descansarás, para que descanse o teu boi e o teu jumento, e tome alento o filho da tua serva e o estrangeiro. 13Prestai atenção a tudo o que vos tenho dito, e não fareis menção do nome de outros deuses: nem se ouça da vossa boca.

As festas de Israel14“Três vezes no ano me celebrarás festa. 15Guardarás a festa dos Ázimos. Durante sete dias comerás ázimos, como te ordenei, no tempo marcado do mês de abib, porque foi nesse mês que saíste do Egito. Ninguém compareça de mãos vazias perante mim, 16Guardarás a festa da Messe, das primícias dos teus trabalhos de semeadura nos campos, e a festa da Colheita, no fim do ano, quando recolheres dos campos o fruto dos teus trabalhos. 17Três vezes no ano, toda a população masculina comparecerá perante o Senhor Iahweh. 18Não oferecerás o sangue da minha vítima com o pão levedado, nem ficará gordura da minha festa durante a noite até o dia seguinte. 19Trarás as primícias dos frutos da tua terra à casa de Iahweh teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

Promessas e instruções em vista da entrada em Canaã20“Eis que envio um anjo diante de ti para que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que tenho preparado para ti. 21Respeita a sua presença e observa a sua voz, e não lhe sejas rebelde, porque não perdoará a vossa transgressão, pois nele está o meu Nome. 22Mas se escutares fielmente a sua voz e fizeres o que te disser, então serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. 23O meu anjo irá adiante de ti, e te levará aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus, e eu os exterminarei. 24Não adorarás os seus deuses, nem os servirás; não farás o que eles fazem, mas destruirás os seus deuses e quebrarás as suas colunas. 25Servireis a Iahweh vosso Deus e então abençoarei o teu pão e a tua água e afastarei a doença do teu meio. 26Na tua terra não haverá mulher que aborte ou que seja estéril, e completarei o número dos teus dias. 27Enviarei diante de ti o meu terror, confundindo todo povo aonde entrares, e farei com que todos os teus inimigos te voltem as costas. 28Enviarei também vespas diante de ti para que expulsem os heveus, os cananeus e os heteus de diante de ti. 29Não os expulsarei de diante de ti num só ano, para que a terra não fique deserta e se multipliquem contra ti as feras do campo. 30Pouco a pouco os expulsarei de diante de ti, até que te multipliques e possuas a terra por herança.31Fixarei as tuas fronteiras desde o mar dos Juncos até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao Rio. Entregarei nas tuas mãos os habitantes da terra, para que os expulses de diante de ti. 32Não farás aliança nenhuma com eles, nem com os seus deuses. 33Eles não habitarão na tua terra, para que te não façam pecar contra mim, pois se servires aos seus deuses, isso te será uma cilada.”

3. CONCLUSÃO DA ALIANÇA

24 1Ele disse a Moisés: “Sobe a Iahweh, tu, Aarão, Nadab, Abiú e setenta anciãos de Israel, e adorareis de longe. 2Só Moisés se aproximará de Iahweh; os outros não se aproximarão, nem o povo subirá com ele.” 3Veio, pois Moisés e referiu ao povo todas as palavras de Iahweh e tolas as leis, e todo o povo respondeu a uma só voz: “Nós observaremos todas as palavras ditas por Iahweh.” 4Moisés escreveu todas as palavras de Iahweh; e levantando-se de manhã, construiu um altar ao pé da montanha, e doze esteias para as doze tribos de Israel. 5Depois enviou alguns jovens dos filhos de Israel, e ofereceram holocaustos e imolaram a Iahweh novilhos como sacrifícios de comunhão. 6Moisés tomou a metade do sangue e colocou-a em bacias, e espargiu a outra metade do sangue sobre o altar. 7Tomou o livro da Aliança e o leu para o povo; e eles disseram: “Tudo o que Iahweh falou, nós o faremos e obedeceremos.” 8Moisés tomou do sangue e o aspergiu sobre o povo, e disse: “Este é o sangue da Aliança que Iahweh fez convosco, através de todas essas cláusulas.” 9E Moisés, Aarão, Nadab, Abiú e os setenta anciãos de Israel subiram. 10Eles viram o Deus de Israel. Debaixo de seus pés havia como um pavimento de safira, tão pura como o próprio céu. 11Ele não estendeu a mão sobre os notáveis dos filhos de Israel. Eles contemplaram a Deus e depois comeram e beberam.

Moisés sobre a montanha12Iahweh disse a Moisés: “Sobe a mim na montanha, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra — a lei e o mandamento — que escrevi para ensinares a eles.” 13Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e subiram à montanha de Deus. 14Ele disse aos anciãos: “Esperai aqui até a nossa volta; tendes convosco Aarão e Hur; quem tiver alguma questão, dirija-se a eles.” 15Depois, Moisés subiu à montanha. A nuvem cobriu a montanha. 16A glória de Iahweh pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu durante seis dias. No sétimo dia, Iahweh chamou Moisés do meio da nuvem. 17O aspecto da glória de Iahweh era, aos olhos dos filhos de Israel, como um fogo consumidor no cimo da montanha. 18Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu à montanha. E Moisés permaneceu na montanha quarenta dias e quarenta noites.

4. PRESCRIÇÕES REFERENTES À CONSTRUÇÃO DO SANTUÁRIO E AOS SEUS MINISTROS

25 A contribuição para o santuário1Iahweh falou a Moisés, dizendo: 2“Dize aos filhos de Israel que me tragam uma contribuição Tomareis a contribuição de todo homem cujo coração o mover a isso. 3Eis a contribuição que recebereis deles: ouro, prata e bronze; 4púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino e pêlos de cabra; 5peles de carneiro tingidas de vermelho, couro fino, e madeira de acácia; 6azeite para a lâmpada, aromas para o óleo de unção e para o incenso aromático; 7pedras de ônix, e pedras de engaste, para o efod e para o peitoral. 8Faze-me um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. 9Farás tudo conforme o modelo da Habitação e o modelo da sua mobília que irei te mostrar.

A Tenda e sua mobília. A Arca10“Farás uma arca de madeira de acácia com dois côvados e meio de comprimento, um côvado e meio de largura e um côvado e meio de altura. 11Tu a cobrirás de ouro puro por dentro e por fora, e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor. 12Fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos inferiores da arca: 13Farás também varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro. 14E enfiarás os varais nas argolas aos lados da arca, para ser carregada por meio deles. 15Os varais ficarão nas argolas da arca, não serão tirados dela. 16E colocarás na arca o Testemunho que te darei. 17Farás também um propiciatório de ouro puro, com dois côvados e meio de comprimento e um côvado e meio de largura. 18Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; 19faze-me um dos querubins numa extremidade e o outro na outra farás os querubins formando um só corpo com o propiciatório, nas duas extremidades. 20Os querubins terão as asas estendidas para cima e protegerão o propiciatório com suas asas, um voltado para o outro. As faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. 21Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho que te darei. 22Ali virei a ti, e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.

A mesa dos pães da oblação23“Farás uma mesa de madeira de acácia, com dois côvados de comprimento, um côvado de largura e um côvado e meio de altura. 24De ouro puro a cobrirás, e lhe farás uma moldura de ouro no redor. 25Far-lhe-ás ao redor um enquadramento com um palmo de largura, e ao redor do enquadramento uma moldura de ouro. 26Far-lhe-ás também quatro argolas de ouro, e as porás nos quatro cantos formados pelos quatro pés. 27Perto das molduras estarão as argolas, por onde passarão os varais para se carregar a mesa. 28Farás, pois, os varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; por meio deles se carregará a mesa. 29Farás os seus pratos, as suas taças, as suas galhetas e os seus recipientes para as libações; de ouro puro os farás. 30E colocarás para sempre sobre a mesa, diante de mim, os pães da oblação.

O candelabro31“Farás um candelabro de ouro puro; o candelabro, o seu pedestal e a sua haste serão em relevo; os seus cálices, os seus botões e flores formarão com ele uma só peça. 32Seis braços sairão dos seus lados: três braços do candelabro de um lado e três braços do candelabro do outro lado. 33Num braço haverá três cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor; e três cálices com formato de flor de amêndoa no outro braço, com botão e flor; assim serão os seis braços saindo do candelabro. 34Mas o candelabro mesmo terá quatro cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor: 35um botão sob os dois primeiros braços que saem do candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob os dois últimos braços — assim se fará com estes seis braços que saem do candelabro. 36Os botões e os braços formarão uma só peça com o candelabro e tudo se fará com um bloco de ouro batido. 37Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele.38As suas espevitadeiras e os seus aparadores serão de ouro puro. 39Com um talento de ouro puro tu o farás e todos os seus acessórios. 40Vê, pois, e faze tudo conforme o modelo que te foi mostrado sobre a montanha.

26 A Habitação. As cortinas e os estofos1“Farás a Habitação com dez cortinas de linho fino retorcido, púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim; tu as farás com querubins bordados. 2O comprimento de cada cortina será de vinte e oito côvados e a largura de quatro côvados, e todas as cortinas terão o mesmo tamanho. 3Cinco das cortinas estarão unidas uma com a outra; e as outras cinco cortinas também estarão unidas uma com a outra. 4Farás laços de púrpura violeta na franja da primeira cortina que está na extremidade do conjunto; e farás o mesmo na franja da cortina que está na extremidade do segundo conjunto. 5Farás cinqüenta laçadas na primeira cortina, e cinqüenta laçadas na extremidade da cor tina que está no segundo conjunto. As laçadas se corresponderão mutua mente. 6Farás também cinqüenta colchetes de ouro e unirás as cortinas uma com a outra por meio de colchetes, de modo que a Habitação venha a ser um todo. 7Farás cortinas de pêlo de cabra como tenda que esteja sobre a Habitação; farás onze delas. 8O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e sua largura de quatro côvados; as onze cortinas terão a mesma medida. 9Unirás cinco cortinas em uma peça e seis cortinas em outra, e dobrarás a sexta cortina sobre a parte anterior da tenda. 10Farás cinqüenta laçadas na franja da primeira cortina, na extremidade do primeiro conjunto, e outras cinqüenta laçadas na franja da cortina do segundo conjunto. 11Farás assim também, cinqüenta colchetes de bronze e introduzirás os colchetes nas laçadas, para unir a tenda que assim formará um todo. 12A parte que restar das cortinas da tenda, a metade da cortina que sobrar, penderá na parte posterior da habitação. 13O côvado que sobrar de um lado e o côvado que sobrar do outro lado, ao longo das cortinas da tenda, penderá dos dois lados da Habitação, de cá e de lá, para cobri-la. 14Farás para a tenda uma cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, e uma cobertura de couro fino por cima.

A armação15“Farás também para a Habitação tábuas de madeira de acácia, que serão colocadas verticalmente. 16Cada tábua terá dez côvados de comprimento e um côvado e meio de largura. 17Cada tábua terá dois encaixes, travados um com o outro; assim farás com todas as tábuas da Habitação. 18Disporás as tábuas para a Habitação: vinte tábuas para o lado do Negueb, para o sul. 19Farás quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas: duas bases debaixo de uma tábua, para os seus dois encaixes, e duas bases debaixo de outra tábua, para os seus dois encaixes. 20No outro lado da Habitação, do lado do norte, haverá vinte tábuas 21e as suas quarenta bases de prata, duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo de outra tábua. 22Para o fundo da Habitação, do lado do mar, farás seis tábuas, 23e farás outras duas tábuas para os cantos do fundo da Habitação. 24Estarão unidas pela parte debaixo, e ficarão unidas até a parte de cima, na altura da primeira argola: assim se fará com as duas tábuas, serão duas para cada um dos dois cantos. 25Serão, pois, oito tábuas com nas bases de prata, dezesseis bases: duas bases debaixo de uma tábua e  luas debaixo de outra tábua. 26Farás travessas de madeira de acácia: cinco para as tábuas de um lado da Habitação, 27cinco para as tábuas do outro lado da Habitação, e igualmente cinco travessas para as tábuas do lado posterior da Habitação, do lado do mar. 28A travessa central esteja na metade das tábuas, atravessando-as de um extremo ao outro. 29Cobrirás de ouro as tábuas, e de ouro farás as suas argolas, pelas quais hão de passar as travessas; e cobrirás também de ouro as travessas. 30Levantarás a Habitação segundo o modelo que te foi mostrado na montanha.

O véu31“Farás também um véu de púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido; farás nele um bordado com figuras de querubins. 32Tu o colocarás sobre quatro colunas de acácia recobertas de ouro, munidas de ganchos de ouro, assentadas sobre quatro bases de prata. 33Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá, para dentro do véu, a arca do Testemunho. O véu vos servirá de separação entre o Santo e o Santo dos Santos. 34Porás o propiciatório sobre a arca do Testemunho, no Santo dos Santos. 35A mesa, porém, a porás fora do véu, e o candelabro frente a ela, no lado sul da Habitação; a mesa, ao contrário, a porás no lado norte. 36Farás também, para a entrada da tenda, uma cortina de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido, obra de bordador. 37Para esta cortina farás cinco colunas de acácia, que recobrirás de ouro, com os seus ganchos também de ouro, e fundirás para elas cinco bases de bronze.

27 O altar dos holocaustos1“Farás o altar de madeira de acácia; com cinco côvados de comprimento e cinco côvados de largura, o altar será quadrado; a sua altura será de três côvados. 2Dos quatro lados farás levantar chifres, que formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze. 3Far-lhe-ás, também recipientes para recolher a gordura incinerada; e pás, bacias para a aspersão, garfos e braseiros; farás todos esses acessórios de bronze. 4Far-lhe-ás também uma grelha de bronze, em forma de rede, e farás quatro argolas de bronze nos quatro cantos da grelha, 5e as porás sob o rebordo do altar, embaixo, de maneira que ela chegue até o meio do altar. 6Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de bronze. 7Os varais se enfiarão nas argolas, de modo que os varais estejam dos dois lados do altar, quando for transportado. 8Oco e de tábuas o farás; como te foi mostrado na montanha, assim o farás.

O átrio9“Farás também o átrio da Habitação. Para o lado do Negueb, do lado do sul, o átrio terá cortinas de linho fino retorcido; o comprimento delas será de cem côvados (para o primeiro lado). 10As suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de bronze; os ganchos das colunas e suas vergas serão de prata. 11Do mesmo modo para o lado norte, as cortinas terão cem côvados de comprimento; as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de bronze. Os ganchos das colunas e as suas vergas serão de prata. 12A largura do átrio, do lado do mar, será de cinqüenta côvados de cortinas, com as suas dez colunas e com as suas dez bases. 13A largura do átrio, do seu lado leste, a oriente, será de cinqüenta côvados, 14quinze côvados de cortinas para um lado da entrada, com as suas três colunas e as suas três bases, 15e quinze côvados de cortinas para o outro lado da entrada, com as suas três colunas e as suas três bases. 16Na entrada do átrio haverá um véu adamascado de vinte côvados, de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido; as suas colunas serão quatro e as suas bases, quatro. 17Todas as colunas em torno do átrio estarão unidas com vergas de prata, os seus ganchos serão de prata, e as suas bases de bronze. 18O comprimento do átrio será de cem côvados, sua largura de cinqüenta côvados e a sua altura de cinco côvados. Todas as cortinas serão de linho fino retorcido, e as suas bases, de bronze. 19Todos os acessórios para o serviço geral da Habitação, todas as suas estacas e todas as estacas do átrio serão de bronze.

O azeite para o candelabro20“Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de olivas amassadas para o candelabro, para que haja uma lâmpada continuamente acesa. 21Aarão e os seus filhos colocarão esta lâmpada na Tenda da Reunião, fora do véu que está diante do Testemunho, para que ela queime desde a tarde até a manhã perante Iahweh. É um decreto perpétuo para as gerações dos filhos de Israel.

28 As vestimentas dos sacerdotes1“Farás aproximar de ti, dentre os filhos de Israel, Aarão teu irmão e os seus filhos com ele, para que sejam meus sacerdotes: Aarão, Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar, filhos de Aarão. 2Farás para Aarão, teu irmão, vestimentas sagradas para esplendor e ornamento. 3Dirás a todas as pessoas hábeis, a quem enchi de espírito de sabedoria, que façam vestimentas para Aarão, para consagrá-lo ao exercício do meu sacerdócio. 4Eis as vestimentas que farão: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, um turbante e um cinto. Farão vestimentas sagradas para o teu irmão Aarão e para os seus filhos, a fim de que exerçam o meu sacerdócio. 5Empregarão ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino.

O efod6“Farão o efod bordado de ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 7Duas ombreiras nele serão fixadas; ele aí será fixado por suas duas extremidades. 8O cinto que está por cima dele para sustentá-lo, formando uma só peça com ele, será do mesmo trabalho: ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 9Tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel. 10Seis nomes em uma e os outros seis na outra, por ordem de nascimento. 11Como faz quem trabalha a pedra para a incisão de um selo, gravarás nas duas pedras os nomes dos filhos de Israel, engastadas com ouro ao redor as farás. 12Porás as duas pedras nas ombreiras do efod, como memorial para os filhos de Israel; e Aarão levará os seus nomes sobre os ombros à presença de Iahweh, para memória. 13Farás também engastes de ouro 14e duas correntes de ouro puro, trançadas como um cordão, e fixarás as correntes assim trançadas nos engastes.

O peitoral15“Farás o peitoral do julgamento; tu o farás bordado como o efod, de ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 16Será quadrado e duplo, com um palmo de comprimento e um palmo de largura. 17Colocarás nele engastes de pedras dispostas em quatro filas: uma sardônica, um topázio e uma esmeralda na primeira fileira; 18na segunda: um carbúnculo, uma safira e um diamante; 19a terceira fileira será de jacinto, ágata e ametista; 20na quarta fileira: berilo, ônix e jaspe; elas serão guarnecidas de ouro nos seus engastes. 21 As pedras corresponderão aos nomes dos filhos de Israel: doze, como os seus nomes; estarão gravadas como os selos, cada uma com o seu nome segundo as doze tribos. 22Farás para o peitoral correntes trançadas como um cordão, de ouro puro, 23e farás para o peitoral duas argolas de ouro, e as porás nas extremidades do peitoral. 24Passarás as duas correntes de ouro pelas duas argolas, nas extremidades do peitoral. 25Fixarás as duas pontas das correntes nos dois engastes, e as porás nas ombreiras do efod, na sua parte dianteira. 26Farás duas argolas de ouro e as porás nas duas pontas do peitoral, na sua orla interior, junto ao efod. 27Farás igualmente duas argolas de ouro, e as porás nas duas ombreiras do efod, na sua parte inferior dianteira, perto de sua juntura sobre o cinto do efod. 28Prender-se-á o peitoral, através de suas argolas, às argolas do efod, com um cordão de púrpura violeta, para que ele fique por cima do cinto do efod e não possa desprender-se do efod. 29Assim Aarão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do julgamento, sobre o coração, quando entrar no santuário, para memória diante de Iahweh, continuamente. 30Porás também no peitoral do julgamento o Urim e o Tummim, para que estejam sobre o coração de Aarão quando entrar na presença de Iahweh, e Aarão levará sobre seu coração o julgamento dos filhos de Israel diante de Iahweh, continuamente.

O manto31“Farás o manto do efod todo de púrpura violeta. 32No meio dele haverá uma abertura para a cabeça; essa abertura será debruada como a abertura de um colete, para que não se rompa. 33Ao redor da sua orla inferior porás romãs de púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim, e linho fino retorcido, e entre elas, em todo o redor, campainhas de ouro. 34Haverá em toda a orla do manto uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã. 35Aarão o vestirá para oficiai para que se ouça o seu sonido quando entrar no santuário diante de Iahweh, ou quando sair, e assim não morra.

O sinal da consagração36“Farás uma flor de ouro puro, na qual gravarás, como se gravam os selos: ‘Consagrado a Iahweh.’ 37Atá-la-ás com um cordão de púrpura violeta, de maneira que esteja sobre o turbante: deverá estar na sua parte dianteira. 38Ela estará sobre a fronte de Aarão, e Aarão carregará a iniqüidade concernente às coisas santas, que os filhos de Israel consagrarão em todas as suas santas oferendas. Estará continua mente sobre a sua fronte, para obter para eles favor diante de Iahweh. 39Tecerás uma túnica de linho fino, farás um turbante de linho fino e um cinto com trabalho de bordador.

Vestimentas dos sacerdotes40“Para os filhos de Aarão farás túnicas e cintos. Far-lhes-ás também barretes para esplendor e ornamento. 41E com isso vestirás a Aarão, teu irmão, bem como a seus filhos. Depois os ungirás, dar-lhes-ás a investidura e os consagrarás para que exerçam o meu sacerdócio. 42Faze-lhes também calções de linho para cobrir a sua nudez: irão da cintura às coxas. 43Aarão e seus filhos os vestirão quando entrarem na Tenda da Reunião, ou quando se aproximarem do altar para ministrar no santuário, a fim de não incorrerem em pecado e não morrerem. Isto será um decreto perpétuo para Aarão e para a sua posteridade depois dele.

29 Consagração de Aarão e de seus filhos. Preparação1“Eis o que farás com eles para consagrá-los ao meu sacerdócio. Tomarás um bezerro e dois carneiros sem mancha, 2pães ázimos, bolos ázimos, amassados com azeite, obréias ázimas untadas com azeite. Com flor de farinha de trigo os farás, 3e os porás num cesto e nos cestos os trarás; trarás também o bezerro e os dois carneiros.

Purificação, investidura e unção4“Farás Aarão e os seus filhos se aproximarem da entrada da Tenda da Reunião e os lavarás com água. 5Tomarás as vestimentas e porás em Aarão a túnica, o manto, o efod e o peitoral, e o cingirás com o cinto do efod. 6Pôr-lhe-ás o turbante na cabeça, e sobre o turbante o sinal da santa consagração. 7Tomarás do óleo da unção e, derramando-o sobre a cabeça dele, o ungirás. 8Do mesmo modo, farás se aproximarem os seus filhos e os revestirás  túnicas, 9e os cingirás com o cinto e lhes porás os barretes. O sacerdócio lhes pertencerá então por um decreto perpétuo. Assim farás a investidura de Aarão e de seus filhos.

Oferendas10“Farás o bezerro chegar diante da Tenda da Reunião, e Aarão e seus filhos porão a mão sobre a cabeça do bezerro. 11Imolarás o bezerro diante de Iahweh, na entrada da Tenda da Reunião. 12Tomarás parir do sangue do bezerro e com o dedo o porás sobre os chifres do altar, derramando o resto do sangue ao pé do altar. 13Tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins com a gordura que os envolve e farás subir o seu suave odor sobre o altar. 14Mas, queimarás fora do acampamento a carne do bezerro, juntamente com o pêlo o excremento. É um sacrifício pelo pecado. 15Tomarás depois um dos carneiros, e Aarão com seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. 16Imolarás o carneiro, tomarás o seu sangue e o jogarás sobre o altar, todo ao redor. 17Partirás o carneiro em pedaços e, lavadas as entranhas e as pernas, tu as porás sobre os pedaços e sobre a cabeça. 18Assim, queimarás todo o carneiro, fazendo subir a sua fumava sobre o altar. É um holocausto para Iahweh. É um perfume de suave odor, uma oferta queimada para Iahweh. 19Tomarás depois o segundo carneiro, e Aarão com seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. 20Imolarás o carneiro, tomarás um pouco de seu sangue e o porás sobre a ponta da orelha direita de Aarão e sobre a ponta da orelha direita dos seus filhos, sobre o polegar das suas mãos direitas, como também sobre o polegar dos seus pés direitos; o restante do sangue, tu o jogarás sobre o altar, todo ao redor. 21“Tomarás então do sangue que está sobre o altar, e do óleo da unção, e os espargirás sobre Aarão e suas vestimentas, e sobre seus filhos e as vestimentas dos seus filhos; assim eles serão consagrados; ele e as suas vestimentas, assim como os seus filhos e as suas vestimentas.

A investidura dos sacerdotes22“Depois tomarás, do carneiro, a gordura, a cauda, a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins e a gordura que está nele, e a coxa direita, porque é o carneiro da investidura. 23Tomarás também um pão, um bolo untado no azeite e uma obréia do cesto dos pães ázimos que está diante de Iahweh. 24Porás tudo isso nas palmas das mãos de Aarão e dos seus filhos, e farás o gesto de apresentação diante de Iahweh. 25Em seguida, os tomarás de suas mãos e os farás subir em fumaça sobre o altar, sobre o holocausto, em suave odor diante de Iahweh. É uma oferta queimada para Iahweh. 26Tomarás o peito do carneiro da investidura de Aarão e farás com ele o gesto de apresentação diante de Iahweh. E essa será a tua porção. 27Consagrarás o peito que foi apresentado, e a coxa da porção que foi tirada, o que se tirou do carneiro da investidura, que é de Aarão e de seus filhos. 28Isto será, segundo um decreto perpétuo, o que Aarão e seus filhos receberão dos filhos de Israel, porque é uma apresentação: a apresentação a Iahweh, feita pelos filhos de Israel sobre os seus sacrifícios de comunhão É uma apresentação para Iahweh. 29As vestimentas sagradas de Aarão passarão depois dele para os seu filhos, que as vestirão quando da sua unção e da sua investidura. 30Durante sete dias ele as vestirá, aquele dentre os filhos de Aarão que for sacerdote depois dele e que entrar na Tenda da Reunião para servir no santuário.

Refeição sagrada31“Tomarás depois o carneiro da investidura e farás cozinhar a sua carne num lugar sagrado. 32Aarão e os seus filhos comerão da carne do carneiro e do pão que está no cesto, à entrada da Tenda da Reunião. 33Comerão do que serviu para fazer a expiação por eles, quando da sua investidura e consagração. Nenhum profano comerá disso, porque são coisas sagradas. 34Se ficar para o dia seguinte parte da carne do sacrifício de investidura ou dos pães, a queimarás ao fogo; não se comerá, porque é coisa sagrada. 35Assim, pois, farás a Aarão e a seus filhos, conforme tudo o que te ordenei. Sete dias durará o rito da investidura deles.

A consagração do altar dos holocaustos36“Cada dia oferecerás também um bezerro em sacrifício pelo pecado, em expiação. Oferecerás pelo altar um sacrifício pelo pecado, quando fizeres por ele a expiação, e o ungirás para consagrá-lo. 37Durante sete dias farás a expiação pelo altar, e o consagrarás; assim, o altar será santíssimo, e tudo o que o tocar será santificado.

Holocausto cotidiano38“Eis o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros machos de um ano, cada dia, e de modo perpétuo. 39Oferecerás um desses cordeiros pela manhã e o outro ao crepúsculo. 40Com o primeiro cordeiro oferecerás a décima parte de um efá de flor de farinha amassada com a quarta parte de um him de azeite de olivas amassadas, e para libação a quarta parte de um him de vinho. 41Oferecerás o segundo cordeiro ao crepúsculo; tu o oferecerás com uma oblação e uma libação semelhante à da manhã: em suave odor, em oferenda queimada para Iahweh. 42Este será o holocausto perpétuo por todas as vossas gerações, à entrada da Tenda da Reunião, diante de Iahweh, onde me comunicarei convosco, para falar contigo. 43Ali virei me encontrar com os filhos de Israel, e o lugar ficará santificado por minha glória. 44Santificarei a Tenda da Reunião e o altar. Consagrarei também Aarão e os seus filhos para que exerçam o meu sacerdócio. 45Habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus. 46E eles conhecerão que eu sou Iahweh, o seu Deus, que os fez sair do país do Egito para habitar no meio deles, eu, Iahweh, o seu Deus.

30 O altar dos perfumes1“Farás também um altar para queimares nele o incenso, de madeira de acácia o farás. 2Terá um côvado de comprimento e um de largura, será quadrado, e terá a altura de dois côvados e meio; os chifres formarão uma só peça com ele. 3Cobrirás de ouro puro a sua parte superior, as paredes ao redor e os chifres; e lhe farás uma moldura de ouro ao redor. 4Far-lhe-ás duas argolas de ouro debaixo da moldura, de ambos os lados as farás; nelas se enfiarão os varais para se levar o altar. 5Farás os varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro. 6Porás o altar defronte do véu que está diante da arca do Testemunho — diante do propiciatório que está sobre o Testemunho — onde me encontrarei contigo. 7Aarão fará fumegar sobre ele o incenso aromático; cada manhã, quando preparar as lâmpadas, ele o fará fumegar. 8Quando Aarão acender as lâmpadas, ao crepúsculo, o fará fumegar. Será um incenso perpétuo diante de Iahweh, pelas vossas gerações. 9Não oferecereis sobre ele incenso profano, nem holocausto, nem oblação, nem derramareis sobre ele nenhuma libação. 10Uma vez no ano Aarão realizará sobre os chifres do altar o rito da expiação: com o sangue do sacrifício pelo pecado, no dia da Expiação, uma vez por ano, ele fará a expiação por si, pelas vossas gerastes. Está consagrado de modo especial a Iahweh.”

O tributo para o culto 11Iahweh falou a Moisés, dizendo: 12“Quando o fizeres o recenseamento dos filhos de Israel, cada um pagará a Iahweh um resgate por sua pessoa, para que não haja entre eles nenhuma praga, quando os recenseares. 13Todo o que estiver submetido ao recenseamento dará meio siclo, na base do siclo do santuário: vinte geras por siclo. Esse meio siclo é o seu tributo a Iahweh. 14Todo o que estiver sujeito ao recenseamento, de vinte anos para cima, dará o tributo a Iahweh. 15O rico não dará mais e o pobre não dará menos do que meio siclo, ao pagar o tributo a Iahweh em resgate por vossas pessoas. 16Tomarás o dinheiro do resgate dos filhos de Israel e o entregarás para o serviço da Tenda da Reunião; ele será para os filhos de Israel um memorial diante de Iahweh, para o resgate de vossas pessoas.”

A bacia17Iahweh falou a Moisés, dizendo: 18“Farás uma bacia de bronze, com a base também de bronze, para as abluções. Colocá-la-ás entre a Tenda da Reunião e o altar, e a encherás de água, 19com a qual Aarão e os seus filhos lavarão as mãos e os pés. 20Quando entrarem na Tenda da Reunião, lavar-se-ão com água, para que não morram, e também quando se aproximarem do altar para oficiar, para fazer fumegar uma oferenda queimada para Iahweh. 21Lavarão as mãos e os pés, e não morrerão. Isto será um decreto perpétuo para ele e para a sua descendência, de geração em geração.”

O óleo da unção22Iahweh falou a Moisés, dizendo: 23“Quanto a ti, procura bálsamo de primeira qualidade: quinhentos siclos de mirra virgem; a metade, ou seja, duzentos e cinqüenta, de cinamono balsâmico, e outro duzentos e cinqüenta de cálamo balsâmico; 24quinhentos siclos de cássia, segundo o peso do siclo do santuário, e um him de azeite de oliveira. 25Com tudo isso farás um óleo para a unção sagrada, um perfume aromático, trabalho de perfumista. Será o óleo para a unção sagrada. 26Com ele ungirás a Tenda da Reunião e a arca do Testemunho, 27a mesa com todos os seus acessórios, o candelabro com todos os seus acessórios, o altar dos perfumes, 28o altar dos holocaustos com todos os seus acessórios, e a bacia com a sua base. 29Consagrarás essas coisas e serão muito santas; quem as tocai ficará santificado. 30Ungirás também a Aarão e a seus filhos e os consagrarás para que exerçam o sacerdócio em minha honra. 31E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Isto será para vós e para as vossas gerações um óleo de unção sagrada. 32Não será derramado sobre o corpo de nenhum homem e, quanto à sua composição, não fareis outro semelhante a ele. Isto é coisa sagrada, coisa sagrada para vós. 33Quem fizer um outro parecido e colocá-lo sobre um profano, será retirado do seu povo.”

O perfume34Iahweh disse a Moisés: “Procura aromas: estoraque, craveiro e gálbano, aromas e incenso puro: cada um em quantidade igual. 35Com eles farás um perfume, uma composição aromática, obra de perfumista, misturando com sal puro e santo. 36Pulverizarás uma parte dele e a colocarás diante do Testemunho, na Tenda da Reunião, onde me encontro contigo, e será para vós uma coisa muito santa. 37Não fareis para vós nenhum perfume de composição semelhante à que deves fazer. Será para vós coisa santa, consagrada a Iahweh. 38Quem fizer um como este, para o cheirar, será retirado do seu povo.”

31 Os operários do santuário1Iahweh falou a Moisés, dizendo:  2“Eis que chamei pelo nome a Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. 3Eu o enchi com o espírito de Deus em sabedoria, entendimento e conhecimento para toda espécie de trabalho, 4para elaborar desenhos, para trabalhar em ouro, prata e bronze, 5para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, e para realizar toda espécie de trabalhos. 6Eis que lhe dou por companheiro Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã; coloquei a sabedoria no coração de todos os homens de coração sábio, para que façam tudo o que te ordenei: 7a Tenda da Reunião, a arca do Testemunho, o propiciatório que está sobre ela e toda a mobília da Tenda; 8a mesa com todos os seus acessórios, o candelabro de ouro puro com todos os seus acessórios, o altar do incenso, 9o altar do holocausto com todos os seus acessórios, a bacia com a sua base; 10as vestimentas litúrgicas, as vestimentas sagradas para o sacerdote Aarão e as vestimentas dos seus filhos para o exercício do sacerdócio; 11o óleo da unção e o incenso para o santuário. Farão tudo de acordo com o que te ordenei.”

Repouso sabático12Iahweh disse a Moisés: 13“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Observareis de verdade os meus sábados, porque são um sinal entre mim e vós em vossas gerações, a fim de que saibais que eu sou Iahweh, o que vos santifica. 14Observareis, pois, o sábado, porque é uma coisa santa para vós. Quem o profanar será castigado com a morte. Todo o que realizar nele algum trabalho será retirado do meio do povo. 15Durante  os dias poder-se-á trabalhar; no sétimo dia, porém, se fará repouso absoluto, em honra de Iahweh. Todo aquele que trabalhar no dia do sábado deverá ser morto. 16Os filhos de Israel observarão o sábado, celebrando-o de geração em geração, como uma aliança eterna. 17Será um sinal perpétuo entre mim e os filhos de Israel, porque em seis dias Iahweh fez os céus e a terra; no sétimo dia, porém, descansou e tomou alento.”

Entrega das tábuas da lei a Moisés18Quando ele terminou de falar com Moisés no monte Sinai, entregou-lhe as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus.

5. O BEZERRO DE OURO E A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA

32 O bezerro de ouro1Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha, congregou-se em torno de Aarão e lhe disse: “Vamos, faze-nos um deus que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, a esse homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.” 2Aarão respondeu-lhes: “Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e filhas, e trazei-mos.” 3Então todo o povo tirou das orelhas os brincos e os trouxeram a Aarão. 4Este recebeu o ouro das suas mãos, o fez fundir em um molde e fabricou com ele uma estátua de bezerro. Então exclamaram: “Este é o teu Deus, ó Israel, o que te fez subir da terra do Egito.” 5Quando Aarão viu isso, edificou um aliar diante da estátua e fez esta proclamação: “Amanhã será festa para Iahweh.” 6No dia seguinte, levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos e trouxeram sacrifícios de comunhão. O povo assentou-se para comer e para beber, depois se levantou para se divertir.

Iahweh avisa Moisés7Iahweh disse a Moisés: “Vai, desce, porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, perverteu-se. 8Depressa se desviaram do caminho que eu lhes havia ordenado. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, o adoraram, lhe ofereceram sacrifícios e disseram: Este é o teu Deus, ó Israel, que te fez subir do país do Egito.” 9Iahweh disse a Moisés: “Tenho visto a este povo: é um povo de cerviz dura. 10Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles a minha ira e eu os consuma; e farei de ti uma grande nação.”

Oração de Moisés11Moisés, porém, suplicou a Iahweh, seu Deus, e disse: “Por que, ó Iahweh, se acende a tua ira contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 12Por que os egípcios haveriam de dizer: ‘Ele os fez sair com engano, para matá-los nas montanhas e exterminá-los da face da terra’? Abranda o furor da tua ira e renuncia ao castigo que pretendias impor ao teu povo. 13Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaac e Israel, aos quais juraste por ti mesmo, dizendo: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda a terra que vos prometi, dá-la-ei a vossos filhos para que a possuam para sempre.” 14Iahweh, então, desistiu do castigo com o qual havia ameaçado o povo,

Moisés quebra as tábuas da Lei15Moisés voltou-se e desceu da montanha com as duas tábuas do Testemunho nas mãos, tábuas escritas nos dois lados: estavam escritas em uma e outra superfície. 16As tábuas eram obra de Deus, e a escritura era obra de Deus, gravada nas tábuas. 17Josué ouviu o barulho do povo que dava gritos e disse a Moisés: “Há um grito de guerra no acampamento.” 18Respondeu ele: “Não são gritos de vitória, nem gritos de derrota: o que ouço são cantos alternados.” 19Quando se aproximou do acampamento e viu o bezerro e as danças, Moisés acendeu-se em ira; lançou das mãos as tábuas e quebrou-as no sopé da montanha. 20Pegou o bezerro que haviam feito, queimou-o e triturou-o até reduzi-lo a pó miúdo, que espalhou na água e fez os filhos de Israel beberem. 21Moisés disse a Aarão: “Que fez este povo para atrair sobre si um pecado tão grave?” 22Aarão respondeu: “Que não se acenda a cólera do meu senhor; tu sabes quanto este povo é inclinado para o mal. 23Eles me disseram: ‘Faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque a esse Moisés, o homem que nos fez subir do país do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.’ 24Eu disse: ‘Quem tiver ouro, tire-o.’ Eles mo deram; eu o lancei no fogo e saiu esse bezerro.”

O zelo dos Levitas25Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão os havia abandonado à vergonha no meio dos seus inimigos. 26Moisés ficou de pé no meio do acampamento e exclamou: “Quem for de Iahweh venha até mim!” Todos os filhos de Levi reuniram-se em torno dele. 27Ele lhes disse: “Assim fala Iahweh, o Deus de Israel: Cinja, cada um de vós, a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo acampamento, de porta em porta, e mate, cada qual, a seu irmão, a seu amigo, a seu parente.” 28Os filhos de Levi fizeram segundo a palavra de Moisés, e naquele dia morreram do povo uns três mil homens. 29Moisés então disse: “Hoje recebestes a investidura para Iahweh, cada qual contra o seu filho e o seu união, para que ele vos conceda hoje a bênção.”

Nova oração de Moisés30No dia seguinte, Moisés disse ao povo: “Vós cometestes um pecado grave. Todavia, vou subir a Iahweh para tratar de expiar o vosso pecado.” 31Voltou, pois, Moisés a Iahweh e disse: “Este povo cometeu um grave pecado ao fabricar um deus de ouro. 32Agora, pois se perdoasses o seu pecado… Se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste.”33Iahweh respondeu a Moisés: “Riscarei do meu livro todo aquele que pecou contra mim. 34Vai, pois, agora, e conduze o povo para onde eu te disse. Eis que o meu Anjo irá adiante de ti. Mas, no dia da minha visita, eu punirei o pecado deles.” 35E Iahweh castigou o povo pelo que havia feito com o bezerro fabricado por Aarão.

33 A ordem para a partida1Iahweh disse a Moisés: “Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir do Egito, para a terra que prometi com juramento a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: Eu a darei à tua descendência. 2Enviarei adiante de ti um anjo e expulsarei os cananeus, os amorreus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 3Sobe para:uma terra que mana leite e mel. Eu não subirei no meio de ti, porque és povo de cerviz dura, para não te exterminar no meio do caminho.” 4Quando o povo ouviu essas duras palavras, pôs-se a prantear, e nenhum deles pôs os seus enfeites. 5Iahweh disse a Moisés: “Dize aos filhos de Israel: sois um povo de cerviz dura; se por um momento subisse em vosso meio, eu vos exterminaria. Agora, pois, retirai os vossos enfeites, para saber o que devo fazer-vos.” 6Então, desde o monte Horeb os filhos de Israel deixaram os seus enfeites.

A Tenda7Moisés tomou a Tenda e a armou para ele, fora do acampamento, longe do acampamento. Haviam-lhe dado o nome de Tenda da Reunião. Quem quisesse interrogar a Iahweh ia até a Tenda da Reunião, que estava fora do acampamento. 8Quando Moisés se dirigia para a Tenda, todo o povo se levantava, cada um permanecia de pé, na entrada da na tenda, e seguia Moisés com o olhar, até que ele entrasse na Tenda. 9E acontecia que quando Moisés entrava na Tenda, baixava uma coluna de nuvem, parava à entrada da Tenda, e Ele falava com Moisés. 10Quando o povo via a coluna de nuvem parada à entrada da Tenda, todo o povo se levantava e cada um se prosternava à porta da própria tenda. 11Iahweh, então falava com Moisés face a face, como um homem fala com o outro. Depois ele voltava para o acampamento. Mas seu servidor Josué, filho de Nun, moço ainda, não se afastava do interior da Tenda.

Oração de Moisés12Moisés disse a Iahweh: “Tu me disseste: ‘Faze subir este povo’, mas não me revelaste quem mandarás comigo. Contudo disseste: ‘Conheço-te pelo nome, e encontraste graça aos meus olhos.’ 13Agora, pois, se encontrei graça aos teus olhos, mostra-me o teu caminho, e que eu te conheça e encontre graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.” 14Iahweh disse: “Eu mesmo irei e te darei descanso.” 15Disse Moisés: “Se não vieres tu mesmo, não nos faças sair daqui. 16Como se poderá saber que encontramos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não será pelo fato de ires conosco? Assim seremos distintos, eu e o teu povo, de todos os povos da face da terra.” 17Iahweh disse a Moisés: “Farei ainda o que disseste porque encontraste graça aos meus olhos e conheço-te pelo nome.”

Moisés sobre a montanha18Moisés respondeu a Iahweh: “Rogo-te que me mostres a tua glória.” 19Ele replicou: “Farei passar diante de ti toda a minha beleza, e diante de ti pronunciarei o nome de Iahweh. Terei piedade de quem eu quiser ter piedade e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão.” 20E acrescentou: “Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e continuar vivendo.” 21E Iahweh disse ainda: “Eis aqui um lugar junto a mim; põe-te sobre a rocha. 22Quando passar a minha glória, colocar-te-ei na fenda da rocha e cobrir-te-ei com a palma da mão até que eu tenha passado. 23Depois tirarei a palma da mão e me verás pelas costas. Minha face, porém, não se pode ver.”

34 Renovação da Aliança. As tábuas da Lei1Iahweh disse a Moisés: “Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras, sobe a mim na montanha, e eu escreverei as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste. 2Fica preparado de manhã; de madrugada subirás à montanha do Sinai e lá me esperarás, no cimo da montanha. 3Ninguém subirá contigo, e não se verá ninguém em toda a montanha. Nem as ovelhas ou bois pastarão diante da montanha.” 4Moisés lavrou duas tábuas de pedra como as primeiras, levantou-se de madrugada e subiu à montanha do Sinai, como Iahweh lhe havia ordenado, e levou nas mãos as duas tábuas de pedra. 5Iahweh desceu na nuvem e ali esteve junto dele.

A aparição de Deus — Ele invocou o nome de Iahweh. 6Iahweh passou diante dele, e ele exclamou: “Iahweh! Iahweh… Deus de compaixão e de piedade, lento para a cólera e cheio de amor e fidelidade; 7que guarda o seu amor a milhares, tolera a falta, a transgressão e o pecado, mas a ninguém deixa impune e castiga a falta dos pais nos filhos e nos filhos dos seus filhos, até a terceira e quarta geração.” 8Imediatamente Moisés caiu de joelhos por terra e adorou; 9depois ele disse: “Iahweh, se agora encontrei graça aos teus olhos, segue em nosso meio conosco, mesmo que este povo seja de cerviz dura. Perdoa as nossas faltas e os nossos pecados, e toma-nos por tua herança.”

A Aliança10Então ele disse: “Eis que faço uma aliança. Farei diante de todo o teu povo maravilhas como não se fizeram em toda a terra, nem em nação alguma. Todo este povo, no meio do qual estás, verá a obra de Iahweh, porque coisa temível é o que vou fazer contigo. 11Fica atento paia observar o que hoje te ordeno: expulsarei de diante de ti os amorreus, os cananeus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 12Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais; para que não te sejam uma cilada. 13Ao contrário, derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas e os seus postes sagrados:14Não adorarás outro deus. Pois Iahweh tem por nome Zeloso: é um Deus zeloso. 15Não faças aliança com os moradores da terra. Não suceda que, em se prostituindo com os deuses deles e lhes sacrificando, alguém te convide e comas dos seus sacrifícios, 16e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses, façam com que também os teus filhos se prostituam com os seus deuses. 17Não farás para ti deuses de metal fundido. 18Guardarás a festa dos Ázimos. Durante sete dias comerás ázimo, como te ordenei, no tempo fixado no mês de Abib, porque foi no mês de Abib que saíste do Egito. 19Todo o que sair por primeiro do seio materno é meu: todo macho, todo primogênito das tuas ovelhas e do teu gado. 20O jumento, porém, que sair por primeiro do seio materno, tu o resgatarás com um cordeiro; se não o resgatares, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás todos os primogênitos dos teus filhos. Não comparecerás diante de mim de mãos vazias. 21Seis dias trabalharás; mas no sétimo descansarás, quer na aradura quer na colheita. 22Guardarás a festa das Semanas: as primícias da colheita do trigo e a festa da colheita na passagem de ano. 23Três vezes por ano todo o homem do teu meio aparecerá perante o Senhor Iahweh, Deus de Israel. 24Porque expulsarei as nações de diante de ti, e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para comparecer na presença de Iahweh teu Deus, três vezes por ano. 25Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado. Não ficará a vítima da festa da Páscoa da noite para a manhã. 26Trarás o melhor das primícias para a Casa de Iahweh teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe.” 27Disse ainda Iahweh a Moisés: “Escreve estas palavras; porque segundo o teor destas palavras fiz aliança contigo e com Israel.” 28Moisés esteve ali com Iahweh quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. Ele escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.

Moisés desce da montanha29Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu da montanha, não sabia que a pele de seu rosto resplandecia porque havia falado com ele. 30Olhando Aarão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele de seu rosto resplandecia; e tinham medo de aproximar-se dele. 31Moisés, porém, os chamou; Aarão e os chefes da comunidade foram até ele, e Moisés lhes falou. 32Depois aproximaram-se todos os filhos de Israel, e ordenou-lhes tudo o que Iahweh havia dito sobre a montanha do Sinai. 33Quando Moisés terminou de lhes falar, colocou um véu sobre a face. 34Quando Moisés entrava diante de Iahweh para falar com ele, retirava o véu, até o momento de sair. Ao sair, dizia aos filhos de Israel o que lhe havia sido ordenado, 35e os filhos de Israel viam resplandecer o rosto de Moisés. Depois Moisés colocava o véu sobre a face, até que entrasse para falar com ele.

6 CONSTRUÇÃO E EREÇÃO DO SANTUÁRIO

35 A lei do repouso sabático1Moisés reuniu toda a comunidade dos filhos de Israel e lhes disse: “Eis o que Iahweh ordenou que se cumprisse: 2Durante seis dias far-se-á o trabalho, mas o sétimo dia será para vós um dia santo, um dia de repouso completo consagrado a Iahweh. Todo aquele que trabalhar nesse dia será punido com a morte. 3No dia de sábado não acendereis fogo em nenhuma de vossas casas.”

Coleta dos materiais4Moisés disse a toda a comunidade dos filhos de Israel: “Eis que Iahweh ordenou: 5Fazei entre vós uma coleta para Iahweh. Todo aquele que tiver um coração generoso leve a Iahweh como oferta: ouro, prata, bronze, 6púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino, pêlo de cabra, 7peles de carneiro tingidas de vermelho e couro fino, madeira de acácia, 8azeite para a lâmpada, aromas para o óleo de unção e o perfume aromático, ‘pedras de ônix e pedras de engaste para o efod e o peitoral. 10Todos os que forem habilidosos entre vós venham executar o que Iahweh ordenou: 11a Habitação, a sua tenda e a sua cobertura, os seus ganchos, as suas tábuas, as suas vergas, as suas colunas e as suas bases; 12a arca e os seus varais, o propiciatório e a cortina do véu; 13a mesa, os seus varais e todos os seus acessórios e os pães da proposição; 14o candelabro da iluminação, os seus acessórios, as suas lâmpadas e o azeite para a iluminação; 15o altar dos perfumes e os seus varais, o óleo da unção, o perfume aromático e a cortina de ingresso, para a entrada da Habitação; 16o altar dos holocaustos e a sua grelha de bronze, os seus varais e todos os seus acessórios, a bacia e a sua base; 17as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, a cortina da porta do átrio; 18as estacas da Habitação e as estacas do átrio, com as suas cordas; 19as vestimentas litúrgicas para oficiar no santuário: as vestimentas sagradas para o sacerdote Aarão e as vestimentas dos seus filhos, para o exercício do sacerdócio. 20Então, toda a comunidade dos filhos de Israel retirou-se da presença de Moisés. 21Depois vieram todos aqueles aos quais movia o coração e todos aqueles cujo espírito os fazia sentirem-se generosos, e trouxeram a sua oferenda para Iahweh, para a obra da Tenda da Reunião, para todo o seu serviço e para as vestimentas sagradas. 22Vieram os homens junto com as mulheres. Todos os generosos de coração trouxeram fivelas, pingentes, anéis, braceletes, todos os objetos de ouro; — todos os que haviam oferecido ouro a Iahweh. 23Todos aqueles em cujo poder havia púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim, linho fino, pêlo de cabra, peles de carneiro tingidas de vermelho e couro fino, os traziam. 24Todo aquele que fazia oferta de prata e de bronze a Iahweh a trazia, e todo aquele em cujo poder havia madeira de acácia para toda a obra do serviço, a trazia. 25As mulheres habilidosas traziam o que por suas próprias mãos tinham fiado: púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino. 26As mulheres às quais o coração movia a trabalhar com habilidade fiavam os pêlos de cabra. 27Os chefes trouxeram pedras de ônix e pedras de engaste para o efod e o peitoral, 28os aromas e o azeite para a iluminação, para o óleo da unção e para o perfume aromático. 29Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária a Iahweh, a saber, todo homem e mulher, cujo coração os movia a trazerem uma oferta para toda a obra que Iahweh, por intermédio de Moisés, tinha ordenado que se fizesse.

Os operários do santuário30Moisés disse aos filhos de Israel: “Vede, Iahweh chamou a Beseleel por seu nome, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, 31e o encheu com o espírito de Deus, de sabedoria, entendi mento e conhecimento para toda espécie de trabalhos; 32para elaborai desenhos, para trabalhar o ouro, a prata e o bronze, 33para lapidar pedras de engaste, para trabalhar a madeira e para realizar toda espécie de trabalho artístico. 34Também lhe dispôs o coração, a ele e a Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã, para ensinar aos outros. 35Encheu-lhes o coração de sabedoria para executar toda espécie de trabalho, para entalhar, para desenhar, para recamar a púrpura violeta e escarlate, o carmesim o linho fino, e para tecer; hábeis em toda espécie de trabalhos e desenhistas de projetos.

36 1Beseleel, Ooliab e todos os homens de coração sábio, nos quais Iahweh havia depositado sabedoria e entendimento para executar com perícia toda espécie de trabalhos para o culto do santuário, farão tudo de acordo com o que Iahweh ordenou.”

A entrega da coleta2Moisés chamou, pois, a Beseleel e Ooliab e todos os homens hábeis aos quais Iahweh havia dado sabedoria, a todos cujo coração os impelia a entregar-se à realização de algum trabalho. 3Eles receberam, na presença de Moisés, todas as oferendas que os filhos de Israel haviam trazido para a realização das obras do culto do santuário. Contudo, os filhos de Israel continuavam trazendo espontaneamente suas ofertas todas as manhãs. 4Todos os peritos que realizavam os trabalhos do santuário, interrompendo cada um a tarefa que estava fazendo, vieram 5e disseram a Moisés: “O povo traz muito mais que o necessário para realizar a obra que Iahweh ordenou que se fizesse.” 6Então ordenou Moisés, e a sua ordem foi proclamada no acampamento, dizendo: “Nenhum homem ou mulher faça mais obra alguma para a oferta do santuário.” Assim o povo foi proibido de trazer mais. 7Pois já havia material suficiente para realizar todas as obras e ainda sobrava.

A Habitação8Os artistas mais habilidosos, dentre todos os que trabalhavam na obra, fizeram a Habitação. Ele fez uma obra de arte com dez cortinas de linho fino retorcido, púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim, com figuras de querubins. 9O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; uma única medida para todas. 10Cinco cortinas eram ligadas uma à outra; e as outras cinco eram também ligadas uma à outra. 11Fez laçadas de púrpura violeta na franja da primeira cortina, que estava na extremidade do conjunto. Fez o mesmo na franja da cortina que terminava o segundo conjunto. 12Fez cinqüenta laçadas na primeira cortina e cinqüenta laçadas na extremidade da cortina do segundo conjunto, correspondendo as laçadas entre si. 13Fez também cinqüenta colchetes de ouro, com os quais prendeu as cortinas uma à outra, de modo que a Habitação formava um todo. 14Fez cortinas de pêlo de cabra, à maneira de tenda sobre a Habitação, em número de onze. 15 O comprimento de cada cortina era de trinta côvados, e a largura de quatro côvados; as onze cortinas eram de igual medida. 16Ajuntou à parte cinco cortinas entre si, e de igual modo as seis restantes. 17E fez cinqüenta laçadas na franja da cortina que terminava o primeiro conjunto, e cinqüenta na franja do segundo conjunto. 18Fez também cinqüenta colchetes de bronze para ajuntar a tenda, para que formasse um todo. 19Fez também, para a tenda, uma cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, e outra de couro fino.

A armação20Fez para a Habitação tábuas de madeira de acácia, para colocá-las em posição vertical. 21Cada tábua tinha dez côvados de comprimento, e um côvado e meio de largura. 22Cada tábua tinha dois encaixes travados um com o outro. Assim fez com as tábuas da Habitação. 23Ele fez as tábuas para a Habitação: vinte tábuas para o lado do Negueb, para o sul. 24Fez também quarenta bases de prata para as vinte tábuas: duas bases debaixo de uma tábua, para os seus dois encaixes, e duas bases debaixo da outra tábua, para os seus dois encaixes. 25Fez, para o segundo lado da Habitação, para o norte, vinte tábuas e quarenta bases de prata: 26duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo da outra tábua. 27Para o fundo da Habitação, para o oeste, fez seis tábuas. 28Fez também duas tábuas para os cantos do fundo da Habitação. 29Eram geminadas na parte inferior e assim permaneciam até o cimo, à altura da primeira argola. Assim se fez com as duas tábuas nos dois cantos. 30Havia oito tábuas com as suas dezesseis bases de prata, duas bases para cada tábua. 31Fez também travessas de madeira de acácia, 32cinco para as tábuas do primeiro lado da Habitação, cinco para as tábuas do segundo lado da Habitação e cinco para as tábuas do fundo da Habitação, do lado do mar. 33Fez a travessa do meio para ajuntar as tábuas à meia altura, de uma extremidade à outra. 34Cobriu de ouro as tábuas, e de ouro fez as suas argolas, pelas quais passavam as travessas; e cobriu de ouro também as travessas.

A cortina35Fez a cortina de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. Fê-la bordada com figuras de querubins. 36Fez para ela quatro colunas de acácia, que cobriu de ouro; os seus colchetes eram de ouro, e fundiu para elas quatro bases de prata. 37Fez também para a entrada da Tenda um véu bordado de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido, 38com as suas cinco colunas e respectivos colchetes; e cobriu de ouro os seus capitéis e as suas molduras. As suas cinco bases eram de bronze.

37 A arca1Beseleel fez a arca de madeira de acácia. De dois côvados e meio era o seu comprimento, de um côvado e meio a largura, e de um côvado e meio a altura. 2Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora; e fez ao redor uma moldura de ouro. 3Fundiu para ela quatro argolas de ouro sobre os seus quatro pés; duas argolas de um lado e duas do outro. 4Fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro; 5e os enfiou nas argolas dos lados da arca, para poder transportá-la. 6Fez o propiciatório de ouro puro: dois côvados e meio de comprimento, e um e meio de largura. 7Fez também dois querubins de ouro. De ouro batido os fez nas duas extremidades do propiciatório: 8um querubim numa extremidade e o outro na extremidade oposta. Ele os fez formando um só conjunto com o propiciatório em ambos os lados dele. 9Os querubins tinham as asas estendidas para cima e cobriam com suas asas o propiciatório. Estavam com as faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório.

A mesa dos pães da oblação10Fez também a mesa de madeira de acácia. Tinha o comprimento de dois côvados, a largura de um côvado e a altura de um côvado e meio. 11De ouro puro a cobriu, e lhe fez uma moldura de ouro ao redor. 12Também lhe fez um enquadramento ao redor, com um palmo de largura, e fez uma moldura de ouro ao redor da moldura. 13Fundiu para ela quatro argolas de ouro, e colocou-as nos quatro cantos formados pelos quatro pés. 14As argolas estavam colocadas perto do enquadramento, como lugares para os varais, para se levar a mesa. 15Fez os varais de madeira de acácia e os cobriu de ouro, para se levar a mesa. 16Fez também os acessórios que deviam estar sobre a mesa: os seus pratos, os seus recipientes para o incenso, as suas galhetas e as suas taças para as libações: todos de ouro puro.

O candelabro17De ouro puro fez o candelabro. De ouro batido o fabricou. O seu pedestal, a sua haste, os seus cálices, as suas maçanetas e flores formavam uma só peça com ele. 18Seis braços saíam dos seus lados: três de um lado e três de outro. 19Três cálices em forma de flor de amêndoas em um braço, um botão e uma flor; e três cálices em forma de flor de amêndoas no outro braço, com o botão e a flor. Assim para os seis braços que saíam do candelabro. 20No candelabro havia quatro cálices em forma de flor de amêndoas, com os seus botões e flores: 21um botão debaixo dos dois primeiros braços que saíam do candelabro, outro debaixo dos outros dois e outro debaixo dos dois últimos que também saíam do candelabro. Assim para os seis braços que saíam do candelabro. 22Os botões e os braços formavam uma só peça com ele: um único bloco de ouro puro batido. 23Fez também as suas lâmpadas, em número de sete. As suas espevitadeiras e os seus aparadores eram de ouro puro. 24Com um talento de ouro puro fez o candelabro e todos os seus acessórios.

O altar dos perfumes. O óleo da unção e o perfume25Fez o altar dos perfumes de madeira de acácia: um côvado de comprimento, um côvado de largura — era quadrado — e dois côvados de altura. Os seus chifres formavam uma só peça com ele. 26De ouro puro o cobriu: a sua mesa, os seus lados em todo o redor e os seus chifres. E lhe fez uma moldura de ouro ao redor. 27Debaixo dessa moldura lhe fez duas argolas de ouro em cada um dos lados, em ambos os lados, para receber os varais destinados a transportá-lo. 28Fez os varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro. 29Preparou o óleo santo da unção e o perfume aromático — como um perfumista.

38 O altar dos holocaustos1Fez o altar dos holocaustos de madeira de acácia: cinco côvados de comprimento, cinco côvados de largura — era quadrado — e três côvados de altura. 2Nos quatro ângulos fez levantar chifres, formando uma só peça com ele, e o cobriu de bronze. 3Fez também todos os acessórios do altar: recipientes para recolher suas cinzas, pás, bacias, garfos e braseiros. Fez todos os seus acessórios de bronze. 4Fez para o altar uma grelha de bronze, em forma de rede, sob o rebordo do altar, embaixo, desde a parte inferior até a metade do altar. 5Fundiu quatro argolas nas quatro pontas da grelha de bronze, para que servissem de receptáculo aos varais. 6De madeira de acácia fez os varais e os cobriu de bronze. 7Enfiou os varais nas argolas, de um e do outro lado do altar, para transportá-lo com eles. Ele o fez oco e de tábuas.

A bacia8Fez uma bacia de bronze e a sua base de bronze com os espelhos das mulheres que serviam à entrada da Tenda da Reunião.

Construção do átrio9Construiu também o átrio. Para o lado do Negueb, que olha para o sul, as cortinas do átrio eram de linho fino retorcido, com cem côvados. 10As suas vinte colunas e as suas bases eram de bronze. Os ganchos das colunas e as suas vergas eram de prata. 11Para o lado do norte, cem côvados. As suas vinte colunas e as suas bases eram de bronze. Os ganchos das colunas e as suas vergas eram de prata. 12Para o lado do mar, cortinas numa extensão de cinqüenta côvados, com suas dez colunas e suas dez bases. Os ganchos das colunas e as suas vergas eram de prata. 13Para a parte oriental, que olha para o nascente, cinqüenta côvados: 14cortinas numa extensão de quinze côvados em um dos lados, com as suas três colunas e as suas três bases; 15e do outro lado, em ambos os lados da porta do átrio, cortinas numa extensão de quinze côvados, com as suas três colunas e as suas três bases. 16Todas as cortinas ao redor do átrio eram de linho fino retorcido. 17As bases das colunas eram de bronze, e os ganchos das colunas e os seus varais, de prata. O revestimento dos seus capitéis era de prata, e todas as colunas do átrio tinham vergas de prata. 18A cortina da porta do átrio era bordada, de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido: vinte côvados de comprimento e cinco de altura e de largura, como as cortinas do átrio. 19As suas quatro colunas e as suas quatro bases eram de bronze, e os seus ganchos, de prata; e o revestimento dos seus capitéis e vergas, de prata. 20Todas as estacas da Habitação e do recinto do átrio eram de bronze.

Enumeração dos metais21Eis as contas da Habitação — a Habitação do Testemunho — estabelecidas por ordem de Moisés, trabalho dos levitas, por intermédio de Itamar, filho de Aarão, o sacerdote. 22Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que Iahweh havia ordenado a Moisés. 23Com ele estava Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã, hábil nos entalhes, desenhista, bordador em púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino. 24O total do ouro empregado na obra, entre todos os trabalhos do santuário, ouro que provinha das ofertas, foi de vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, segundo o valor do siclo do santuário. 25A prata do recenseamento da comunidade: cem talentos e mil e setecentos e setenta e cinco siclos, segundo o valor do siclo do santuário: 26um beca por pessoa, meio siclo, segundo o valor do siclo do santuário, por todos os que foram recenseados, de vinte anos para cima, que foram seiscentos e três mil, quinhentos e cinqüenta. 27Empregaram-se cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases do véu; para as cem bases cem talentos: um talento para cada base. 28Com os mil setecentos e setenta e cinco siclos fabricou os ganchos para as colunas, recobriu os seus capitéis e lhes pôs as vergas. 29O bronze das ofertas: setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos. 30Com ele fez as bases da entrada da Tenda da Reunião, o altar de bronze e a sua grelha de bronze e todos os acessórios do altar, 31as bases do átrio ao redor, as bases da porta do átrio e todas as estacas do recinto do átrio.

39 A vestimenta do sumo sacerdote1Com a púrpura violeta e escarlate, o carmesim e o linho fino fizeram as vestimentas rituais para oficiar no santuário. Fizeram também as vestimentas sagradas para o sacerdote Aarão, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O efod2Fizeram o efod com ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 3Bateram o ouro em lâminas delgadas e cortaram-nas em tiras para trançá-las, num artístico trabalho de trançado. 4Tinha duas ombreiras que se juntavam às suas duas extremidades, e assim se uniam. 5O cinto que estava em cima, para apertá-lo, formava uma só peça com ele e era da mesma feitura: ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. Tal como Iahweh havia ordenado a Moisés. 6Prepararam as pedras de ônix, engastadas em ouro, gravadas à semelhança da incisão de um selo, com os nomes dos filhos de Israel. 7Colocaram-nas sobre as ombreiras do efod, à maneira de pedras destinadas a recordar aos filhos de Israel, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O peitoral8Fizeram o peitoral, trabalho artístico trançado, da mesma feitura do efod: ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 9Era quadrado, e o fizeram dobrado em dois, com um palmo de comprimento e um de largura. 10Colocaram nele engastes de pedras dispostas em quatro filas: uma sardónica, um topázio e uma esmeralda para a primeira. 11A segunda fileira era de carbúnculo, safira e diamante. 12A terceira, uma ágata, um jacinto e uma ametista. 13A quarta era um berilo, um ônix e um jaspe. Estavam engastadas com engastes de ouro em suas guarnições. 14As pedras correspondiam aos nomes dos filhos de Israel: doze, como os seus nomes. Estavam gravadas como um selo, cada qual com o seu nome, segundo as doze tribos. 15Fizeram sobre o peitoral correntes trançadas como um cordão de ouro puro. 16Fizeram também dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e fixaram ambas as argolas nas duas extremidades do peitoral. 17Passaram os dois cordões de ouro pelas argolas dos extremos do peitoral. 18Fixaram as duas pontas dos cordões nos engastes, e os prenderam nas duas ombreiras do efod em sua parte dianteira. 19Fizeram duas argolas de ouro que puseram nas duas pontas do peitoral, na sua orla, que atravessava o efod por sua parte inferior. 20Fizeram também outras duas argolas de ouro, que fixaram nas duas ombreiras do efod em sua parte inferior dianteira, perto da juntura, por cima do cinto do efod.21 Juntaram o peitoral por suas argolas às argolas do efod com um cordão de púrpura violeta, para que ficasse fixo por cima do cinto do efod não pudesse o peitoral desprender-se do efod. Tudo como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O manto22Depois fizeram o manto do efod. Todo ele era tecido com púrpura violeta. 23A abertura no meio do manto era como a abertura de um colete de malhas. A abertura trazia em toda a sua volta uma dobra que não se rasgava. 24Fizeram, na parte inferior do manto, romãs de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e de linho fino retorcido. 25Também fizeram campainhas de ouro puro e colocaram as campainhas entre as romãs. 26Era uma campainha e uma romã, uma campainha e uma romã em toda a volta da parte inferior do manto que se usava para o serviço religioso, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

Vestimentas sacerdotais27Fizeram também, para Aarão e seus filhos, as túnicas tecidas de linho fino; 28o turbante de linho fino, os barretes de linho fino, os calções de linho fino retorcido 29e o cinto de linho fino retorcido de púrpura violeta e escarlate de carmesim, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O sinal de consagração30Depois fizeram a flor — o sinal da santa consagração, de ouro puro — e nela gravaram como num selo: “Consagrado a Iahweh”. 31Colocaram por cima um cordão de púrpura violeta, para pô-lo sobre o turbante, em cima, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 32Assim se concluiu todo o trabalho da Habitação, da Tenda da Reunião. E os filhos de Israel fizeram tudo o que Iahweh havia ordenado a Moisés.

Entrega das obras realizadas a Moisés33Levaram a Moisés a Habitação, a Tenda e todos os seus acessórios, suas argolas, suas tábuas, suas travessas, suas colunas e suas bases; 34a cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, a cobertura de couro fino e o véu protetor; 35a arca do Testemunho com os seus varais e o propiciatório; 36a mesa, todos os seus acessórios e os pães da oblação; 37o candelabro de ouro puro, as suas lâmpadas — uma fileira de lâmpadas — e todos os seus acessórios, e o óleo para o candelabro; 38o altar de ouro, o óleo da unção, o incenso aromático e o véu para a entrada da Tenda; 39o altar de bronze e a sua grelha de bronze, os seus varais e todos os seus acessórios; a bacia e a sua base; 40as cortinas do átrio, as suas colunas, as suas bases e o véu para a porta do átrio, as suas cordas, as suas estacas e todos os acessórios para o serviço da Habitação, para a Tenda da Reunião; 41as vestimentas litúrgicas para oficiar no santuário — as vestimentas sagradas para Aarão, o sacerdote, e as vestimentas dos seus filhos para exercer o sacerdócio. 42Os filhos de Israel fizeram todos os trabalhos como Iahweh havia ordenado a Moisés. 43Moisés viu toda a obra. Tinham feito como Iahweh havia ordenado. E Moisés os abençoou.

40 Ereção e consagração do santuário1Iahweh falou a Moisés, dizendo: 2“No primeiro dia do primeiro mês, levantarás a Habitação, a Tenda da Reunião. 3Colocarás nela a arca do Testemunho e cobrirás a arca com o véu. 4Trarás a mesa e arrumarás tudo. Trarás o candelabro e montarás as lâmpadas. 5Colocarás o altar de ouro diante da arca do Testemunho e colocarás o véu na entrada da Habitação. 6Colocarás o altar dos holocaustos diante da entrada da Habitação, da Tenda da Reunião. 7Porás a bacia entre a Tenda da Reunião e o altar, e nela colocarás água. 8Colocarás o átrio ao redor e porás o véu na porta do átrio. 9Tomarás do óleo da unção e ungirás a Habitação e tudo o que está dentro dela; tu a consagrarás com todos os seus acessórios, e ela será muito santa. 10Ungirás o altar dos holocaustos com os seus acessórios, consagrarás o altar, e o altar será eminentemente santo. 11Ungirás a bacia e a sua base e as consagrarás. 12Depois farás Aarão e seus filhos se aproximarem da entrada da Tenda da Reunião; tu os lavarás com água 13e revestirás Aarão com as vestimentas sagradas; tu o ungirás e o consagrarás para que exerça o meu sacerdócio. 14Os seus filhos, tu os farás se aproximar e os revestirás com as túnicas. 15Tu os ungirás como ungiste o pai deles, para que exerçam o meu sacerdócio. Isto se fará para que a unção deles lhes confira um sacerdócio perpétuo, em suas gerações.”

Realização das ordens divinas16Moisés o fez. Fez tudo como Iahweh havia ordenado. 17No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, levantaram a Habitação. 18Moisés levantou a Habitação. Colocou as travessas e ergueu as colunas. 19Estendeu a tenda para a Habitação e colocou por cima a cobertura da Tenda, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 20Tomou o Testemunho, colocou-o na arca, colocou os varais na arca e pôs o propiciatório sobre a arca. 21Introduziu a arca na Habitação e colocou a cortina do véu. Velou assim a arca do Testemunho, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 22Colocou a mesa na Tenda da Reunião, ao lado da Habitação, ao norte, na extremidade do véu, 23e dispôs em ordem o pão diante de Iahweh, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 24Colocou o candelabro na Tenda da Reunião, diante da mesa, ao lado da Habitação, ao sul, 25e dispôs as lâmpadas diante de Iahweh, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 26CoIocou o altar de ouro na Tenda da Reunião, diante do véu, 27e em cima dele queimou o incenso aromático, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 28Depois colocou o véu na entrada da Habitação. 29Colocou o altar dos holocaustos na entrada da Habitação, da Tenda da Reunião, e nele ofereceu holocaustos e a oblação, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 30Colocou a bacia entre a Tenda da Reunião e o altar, e pôs nela água para as abluções, 31com a qual Moisés, Aarão e os seus filhos lavavam as mãos e os pés. 32Quando entravam na Tenda da Reunião ou se aproximavam do altar, lavavam-se, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 33Levantou o átrio ao redor da Habitação e do altar, e colocou o véu na porta do átrio. Assim Moisés terminou os trabalhos.

Iahweh toma posse do santuário34A nuvem cobriu a Tenda da Reunião, e a glória de Iahweh encheu a Habitação. 35Moisés não pôde entrar na Tenda da Reunião porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória de Iahweh enchia a Habitação.

A nuvem guia os filhos de Israel36Em todas as etapas, quando a nuvem se levantava por cima da Habitação, os filhos de Israel punham-se em marcha. 37Mas se a nuvem não se levantava, também eles não marchavam até que ela se levantasse. 38Pois, de dia, a nuvem de Iahweh ficava sobre a Habitação, e de noite havia dentro dela um fogo, aos olhos de toda a casa de Israel, durante todas as suas etapas.

GÊNESIS
LEVÍTICO